Programa de Festas

Junho 12, 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo – Mia Couto em Gaia

 
Lançamento do novo romance do premiado escritor moçambicano Mia Couto,Venenos de Deus, Remédios do Diabo, sobre o tempo, a vida e a morte.

No Diário de Notícias  do dia 11 leu-se um excelente artigo sobre o escritor e o seu recente livro, sob o título “A tristeza é o meu território, mas essa tristeza nunca me derrotou”.

“(…)O mote é o seu 23.º romance, um livro sobre o tempo – o passar do tempo – e a capacidade de mentir, o jogo de mentiras, o encenar para poder existir. E é também sobre a morte e o amor numa terra imaginária, Vila Cacimba, lugar que “só existe por via da mentira”, onde quem chega também mente; metáfora de outra cacimba que ora revela ora adensa mistérios e mentiras e enigmas à volta de uma família. “Há mais coisas a descobrir numa família do que numa vista a Marte”, diz Mia Couto citando de cor o autor israelita Amos Oz. “Este livro fala sobre a quantidade de segredos que pode ser desvendada a partir desta incursão no universo familiar. Qualquer que seja a família, esconde sempre segredos”, afirma o escritor no seu falar devagar, pausado, quase sussurro como quando diz que só há pouco começou a sentir que o tempo passa. (…)”.

No Salão Nobre da Casa-Museu Teixeira Lopes- às 18h00

Rua Teixeira Lopes, 32
4430 – Vila Nova de Gaia – Telefone: 22 375 12 24

E-mail: cmteixeiralopes@gaianima.pt

Url: www.gaianima.pt/cmteixeiralopes
 

      Portal

Junho 7, 2008

Mia Couto – Póvoa de Varzim – Venenos de Deus, Remédios do Diabo

É na Póvoa de Varzim o lançamento do livro de Mia Couto, “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”.

E merece a viagem, seja de onde for a partida.

O livro tem a chancela da Editorial Caminho e o lançamento será no próximo dia 11, às 21h30, no Diana Bar.

E, como se costuma dizer,  “nada mais há a acrescentar”.  É o Mia Couto e está tudo dito.

“Não saberei nunca

dizer adeus

 

Afinal,

os mortos sabem morrer

 

Resta ainda tudo,

nós não podemos ser

 

Talvez o amor,

neste tempo,

seja ainda cedo

 

Não é este sossego

que eu queria,

este exílio de tudo,

esta solidão de todos

 

Agora

não resta de mim

o que seja meu

e quando tento

o magro invento de um sonho

todo o inferno me vem à boca

 

Nenhuma palavra

alcança o mundo, eu sei

Ainda assim,

escrevo”.

 

 

Mia Couto

 

Create a free website or blog at WordPress.com.