Programa de Festas

Março 5, 2008

RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA – Cinemateca Portuguesa

Integrado no Ciclo de cinema organizado pelo Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da U.T.L. e pela Cinemateca Portuguesa, que aborda as ligações entre a arquitectura e o cinema e o “lugar dos ricos e dos pobres” nesse universo (ver aqui), é exibido na Cinemateca, no dia 7 de Março, às 21:30 – Sala Dr. Félix Ribeiro – o filme RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, de João César Monteiro.

Como intérpretes, também João César Monteiro, e Manuela de Freitas, Teresa Calado, Luís Miguel Cintra, Ruy Furtado, Henrique Viana e Sabina Sacchi
Portugal, 1989 – 119 min.

RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, “uma comédia lusitana”, marca o nascimento de João de Deus, personagem cáustica e poética que só João César Monteiro poderia interpretar. À primeira vez, saído de um manicómio para divagar diletante por Lisboa e “lhes dar trabalho”, João de Deus encanta-se com uma menina que toca clarinete, passa uma noite de amor sob o olhar de Stroheim em imagem pregada na parede em cima da cama da pensão e transfigura-se em criatura das trevas como Nosferatu no fim do filme.

Estarão presentes Margarida Gil, Manuela de Freitas, Joaquim Pinto e João Pedro Bénard.

Fevereiro 17, 2008

O LUGAR DOS RICOS E DOS POBRES NO CINEMA E NA ARQUITECTURA EM PORTUGAL

Desde sempre no Cinema, como no mundo – nos quartos, nas casas e nas cidades-, os ricos e os pobres tiveram os seus lugares, mais ou menos nítidos: da fábrica de onde saem os operários dos irmãos Lumière ao Xanadu do CITIZEN KANE; dos “lugares de miséria atrás de magníficos edifícios” dos olvidados de Buñuel à Paris dos burgueses discretamente encantadores; da vila dos pescadores de LA TERRA TREMA às villas das condessas, reis e príncipes de Visconti; dos albergues dos pobres de Preston Sturges aos hotéis de luxo de Lubitsch; dos borgate dos sub-proletários de Pasolini aos subúrbios das famílias remediadas de Ozu; das ruas da vergonha de Mizoguchi aos becos e ruelas do ANJO AZUL; da casa da mãe siciliana de Huillet e Straub à Versalhes do Rei Sol de Rossellini; das roulottes dos lusty men de Nicholas Ray à FAT CITY de John Huston; do quarto alugado da rapariga da mala de Zurlini ao palácio dos seus amantes; dos lugares dos criados e dos senhores de Jean Renoir a todos os lugares de Chaplin…

Qual tem sido, em Portugal, o lugar dos ricos e dos pobres no Cinema? Qual vai sendo o lugar dos ricos e dos pobres na Arquitectura? Como é que o Cinema pensa e olha essa Arquitectura? Pode a Arquitectura pensar e construir-se também a partir desse Cinema?                                                             

Foram estas questões que levaram o Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da U.T.L. a propor à Cinemateca Portuguesa a realização de um Ciclo de doze filmes, a exibir quinzenalmente entre Outubro de 2007 e Março de 2008.
Escolhidos pelo Núcleo, estes são alguns dos filmes mais marcantes que se fizeram em Portugal nos últimos cinquenta anos e, ao mesmo tempo, filmes em que este assunto se encontra reflectido de forma sempre preponderante: dos VERDES ANOS, de Paulo Rocha, à JUVENTUDE EM MARCHA, de Pedro Costa, do BELARMINO, de Fernando Lopes, às RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, de João César Monteiro, dos TEMPOS DIFÍCEIS, de João Botelho, ao PEIXE LUA, de José Álvaro Morais, dos BRANDOS COSTUMES, de Seixas Santos, ao AGOSTO, de Jorge Silva Melo, de UMA RAPARIGA NO VERÃO (foto acima), de Vitor Gonçalves, a TRÁS-OS-MONTES, de António Reis e Margarida Cordeiro, de LONGE DA VISTA, de João Mário Grilo a O PASSADO E O PRESENTE, de Manoel de Oliveira.
E, para continuar o que este Núcleo procura fazer desde que surgiu, em 2005, – aprofundar as relações entre o Cinema e a Arquitectura – o realizador de cada filme, sempre que possível, estará presente no fim de cada sessão para conversar com o público e com um arquitecto convidado, cujo trabalho, reconhecido, tenha passado também, e hoje muito nitidamente – como sempre? –, por pensar e projectar os lugares dos ricos e dos pobres em Portugal.

UMA RAPARIGA NO VERÃO de Victor Gonçalves
com Isabel Galhardo, Diogo Dória, José Manuel Mendes
Portugal, 1986 – 82 min
Foi uma das melhores surpresas do cinema português dos anos 80 e, até à data, o único filme para cinema de Victor Gonçalves. Revelou Isabel Galhardo e é também o único filme da actriz. Um filme sobre a vida que passa, num dos mais perturbantes e sinceros retratos intimistas do cinema português, que quem viu não esquece.

Sex. [22 de Fevereiro] 21:30 Sala Dr. Félix Ribeiro

Com a presença de Victor Gonçalves
e do Arq. Duarte Cabral de Mello

Informação do Arquitecto José Neves
Coordenador do Núcleo de Cinema
da Faculdade de Arquitectura
da Universidade Técnica de Lisboa

Ver mais informações sobre a Cinemateca Portuguesa, aqui

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