Programa de Festas

Dezembro 2, 2008

Apresentação de «A Viagem do Elefante» em Lisboa – José Saramago – CCB

Dia 3 de Dezembro, 18.30 Horas.
Grande Auditório do Centro Cultural de Belém

Sobre o autor, ler aqui, na Editorial Caminho, e ainda na Fundação José Saramago em: http://blog.josesaramago.org/

Numa viagem que é uma metáfora, Saramago considera este livro como conto, e não um romance, “porque lhe falta o que caracteriza em primeiro lugar um romance: uma história de amor -o elefante não conhece uma elefanta no caminho – e conflitos, crises”

Abril 21, 2008

“José Saramago: a consistência dos sonhos” – Palácio da Ajuda

Filed under: exposições — profestas @ 1:52 am
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É de assinalar a grande exposição sobre José Saramago no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

A exposição «José Saramago: a consistência dos sonhos», com centenas de documentos, fotografias, pinturas e notas pessoais do Nobel da Literatura vai ser inaugurada no dia 23 de Abril, no Palácio da Ajuda, com a presença do escritor.

Organizada pela Fundação César Manrique, a exposição esteve patente em Lanzarote (Canárias), comissariada por Fernando Gómez Aguilera, e «foi possível ampliá-la com mais documentos e pinturas inspiradas na obra de José Saramago», disse à Agência Lusa o director da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), Jorge Couto.

Com o Instituto Português de Museus (IMC), principal organizador, a BNP é co-organizadora da exposição também com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), entidades tuteladas pelo Ministério da Cultura.

Obras inéditas, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, traduções, fotografias, vídeos e gravações originais que estiveram na exposição de Lanzarote, onde o escritor, de 85 anos, reside com a mulher, Pilar del Rio, poderão ser vistas pelo público em Lisboa.

Informação daqui

E como Saramago também escreve poesia, terminamos com este seu pequeno/grande poema:

Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d’água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.

PROVAVELMENTE ALEGRIA, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1985, 3ª Edição)

 

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