Programa de Festas

Abril 19, 2010

Comuna Teatro de Pesquisa – O Rei está a morrer – de Eugene Ionesco com Versão cénica e Encenação de João Mota

Filed under: teatro — profestas @ 10:46 pm
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“O “O REI ESTÁ A MORRER”
                               de Eugene Ionesco

                      VERSÃO CÉNICA E ENCENAÇÃO_JOÃO MOTA
 
                              ANTE-ESTREIA DIA 30 ABRIL ÀS 21H30
                   DIA 1 OFERTA BILHETES  38ºANIVERSÁRIO COMUNA

  ENSAIOS DE IMPRENSA
 
                              DIA 22 (QUINTA-FEIRA) ÀS 16H00
                              DIA 23 (SEXTA-FEIRA) ÀS 16H00
                              DIA 26 (SEGUNDA-FEIRA) ÀS 16H00
                              DIA 27 (TERÇA-FEIRA) ÀS 16H00
                              DIA 28 (QUARTA-FEIRA) ÀS 16H00
 
 SINOPSE
 
Uma alucinante despedida da vida. A peça fala da essência da existência humana diante golpe do destino que todo o ser humano tem de enfrentar, mesmo com os temores do que pode acontecer ao dar o último suspiro. É a tragicómica história do “Rei Berenger” e, certamente, de todos nós. A irónica forma como ele se apercebe do que está a acontecer à sua volta, as reacções à fatal notícia, bem como a relação que há entre ele e o inevitável desfecho, somente acompanhado pela consciente e assustadora ideia de que “O que deve acabar já acabou”. Para além do medo de se saber que a última cena é “obrigatoriamente” mortal, há a incomoda descoberta de que, realmente, nunca se chegou a viver.
Uma comédia que mostra o quão ridículos podemos ser quando nos confrontamos com a efemeridade da vida e o inútil apego que temos às coisas materiais.
 
 
                      Elenco:  Carlos Paulo, Ana Lúcia Palminha, Tânia Alves, Rui Neto,
                             Alexandre Lopes e Mia Farr


 
                            30 ABRIL /27 JUNHO

Quarta a sábado às 21h30 Domingos –   4ª e 5ª Preço único 5 Euros


 

Janeiro 25, 2008

Do Desassossego – Teatro da Comuna

Filed under: teatro — profestas @ 1:54 am
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“Posso imaginar-me tudo, porque não sou nada. Se fosse alguma coisa, não poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra não o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra está privado de ser, em sonhos, outro rei que não o rei que é. A sua realidade não o deixa sentir”.

Livro do Desassossego, de Bernardo Soares.

Apenas umas palavras retiradas dum livro que se vai lendo sempre, sem princípio nem fim, sem enredo.
Isto a propósito da peça em cena no Teatro da Comuna.

“Uma encenação de João Mota a partir do “Livro do Desassossego” de Bernardo Soares/Fernando Pessoa, transformado num “monólogo interpretado por dois personagens”: um músico (o próprio Pessoa – Hugo Franco) e um actor (Carlos Paulo que representa seis personagens). No Teatro da Comuna (Lisboa), até 8 de Março.


A peça começa com Pessoa sentado à sua secretária a escrever e a apresentar as razões para o seu “Livro do Desassossego”. A partir daí, Carlos Paulo entra em cena para vestir as almas do poeta, acompanhadas pela música interpretada pelo próprio Pessoa, pela mudança de cenários e estados de alma – que serão porventura menos perturbados no papel de Palestrante.


Como Escriturário, assiste-se a um Pessoa que questiona o seu trabalho, que quer estar aonde não está, mas que ao mesmo tempo considera que o que tem é o melhor. Enquanto Criança, vê-se um Pessoa perturbado com a morte dos pais, sozinho no seu mundo que ninguém compreende, ateu mas ao mesmo tempo a pensar que o seu pai é Deus. O Mendigo questiona a vida e a forma como ela se organiza. O Palestrante disserta sobre o amor e convence as mulheres a serem fiéis em actos mas nunca em pensamentos. O Homem/Mulher reflecte sobre as relações humanas frente a um espelho e dividido, na prática, num fato metade homem, metade mulher. Por fim, o Revoltado volta a trazer à tona os tormentos de um Pessoa para quem a morte era o melhor dos fins e a alma humana era muito mais do que o corpo é capaz de conter.
O espectáculo, recriado a partir de outra adaptação da Comuna do mesmo “Desassossego” pessoano estreada em 2001, tem a duração de uma hora, que se absorve rapidamente nas palavras, tormentos e reflexões de Pessoa combinados com a interpretação de Carlos Paulo. “


Sofia Frazoa (PÚBLICO)
Sites: http://www.comunateatropesquisa.pt/

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