Programa de Festas

Outubro 8, 2008

Conferência Internacional – O Fascínio de Ulisses

O Fascínio de Ulisses -Viagens Sem Fronteiras  – CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

17 e 18 Outubro 2008 no Instituto Franco-Português – Rua Luis Bívar, 91, Lisboa

«Estais já embarcados»

Pascal, Pensamentos

«A metáfora da viagem é uma das mais poderosas para figurar e compreender a existência humana. Por isso se regressa a ela constantemente na história do ocidente. Da viagem de Gilgamesh em busca da vida eterna, passando pelos quarenta anos no deserto da veterotestamentária fuga dos hebreus do Egipto em direcção à Terra prometida, até à Viagem por antonomásia: a do astucioso Ulisses no regresso a Ítaca.

A odisseia homérica interessa-nos, neste contexto, pelo fascínio do encontro com o Outro. A cada paragem no desejado e atribulado regresso a casa (a si?), é o Diferente que encontra. E diante dele a sedução, o medo, a dificuldade de compreensão, o conflito, a alegria ou o espanto. Navegando entre mundos distintos, criando novas culturas: não diz a lenda que é Ulisses o fundador de Lisboa? Sobre ele escreveu Camões: “que se lá na Ásia Tróia insigne abrasa/cá na Europa Lisboa ingente funda.”

Mas a metáfora da navegação também transporta consigo a do naufrágio, possibilidade de todas as viagens/existências, que encontramos reflectida logo na aurora da filosofia. Conta Hegel sobre o fundador dos Estóicos, Senão de Chipre: «Zenão mudou-se para Atenas e, segundo a versão de alguns, sentiu-se movido para a filosofia pelo facto de ter perdido o seu pecúlio num naufrágio; o que não perdeu nele foi a cultivada nobreza do seu espírito nem o amor pelo conhecimento racional». O Naufrágio como o início da procura da sabedoria, da sua urgência, depois de todas as ilusórias seguranças se terem perdido.

Assim, neste tempo que é o nosso, Ulisses será para nós Ariadne: o novelo da sua viagem permitirá entrar e sair do labirinto da inter-culturalidade.

Interrogar a sua simplificada aceitação, o lugar-comum do politicamente correcto, reflectir sobre a possibilidade do diálogo, do encontro, da tolerância, do conflito ou choque de mundividências. Na arte, na educação, a arquitectura e urbanismo, na política, no pensamento, quais as consequências de um novo paradigma?

Para isso, no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, convidámos para um Colóquio em Lisboa, nos dias 17 e 18 de Outubro 2008, personalidades de diversas áreas artísticas e do saber, para nos apresentarem as suas reflexões e práticas em redor deste tema.

Este Colóquio, na sua organização, é já fruto do diálogo entre culturas. Não seria possível sem a colaboração do Institut Franco-Portugais e dos participantes provenientes de diferentes Continentes. Porque se a Paz surge como horizonte do possível, percebemos a necessidade de criar mais estruturas em que o diálogo trans-cultural seja fecundo. E vale a pena lembrar aqui as últimas palavras de Atena a Ulisses, no fim da Odisseia:

«Filho de Laertes, criado por Zeus,
Ulisses de mil ardis! Retém a mão e pára o conflito desta guerra, para que
contra ti não se encolerize Zeus, filho de Crono.»

[Paulo Pires do Vale_Comissário do Colóquio]

Mais informações, nomeadamente sobre o programa, consulte o site do Instituto Franco-Português

Outubro 6, 2008

HOJE, 9.ª Festa do Cinema Francês

O que pode ver
DIA 6 de OUTUBRO 2008
no
CINEMA SÃO JORGE e CINEMATECA PORTUGUESA

É inaugurada hoje às 21h30 a secção Paris-Lisboa, com a presença de representantes das Câmaras Municipais das cidades de Paris e de Lisboa e um cine-concerto pelo pianista francês Jacques Cambra acompanhando o filme Entr’acte de René Clair

19h30, sala 1, Cinema São Jorge – Lady Jane de Robert Guédiguian
Um filme policial, que esteve presente na selecção oficial do Festival Internacional de Cinema de Berlim (2008), concorre, na 9ª Festa do Cinema Francês, a Prémio do público.

Um grupo de amigos, Muriel (Ariane Ascaride), François (Jean-Pierre Darroussin) e René (Gérard Meylan), cresceram nos anos setenta ao som dos Rolling Stones. Distribuíam o produto dos seus roubos de justiceiros pelos operários do bairro popular de Marselha onde viviam. Separaram-se quando, num dos assaltos, mataram um joalheiro. Trinta anos depois reúnem-se de novo, porque o filho adolescente de Muriel foi raptado e é preciso juntar o dinheiro para pagar o resgate…

21h, sala 3, Cinema São Jorge – La Blessure de Nicolas Klotz
La Blessure é a 5ª longa-metragem de Nicolas Klotz. Depois de passar a sua infância nos Estados Unidos, Klotz iniciou-se como editor, a profissão do seu pai. Fascinado pela Índia, rodou lá o seu primeiro filme La Nuit bengali (1988), depois realizou La Nuit sacrée. Entretanto assinou La Blessure, uma ficção fortemente inspirada na realidade social violenta.

Blandine (Noëlla Mobassa) é ferida pela polícia na pista do aeroporto de Roissy (Paris) quando um grupo de africanos resiste ao embarque forçado num avião que os devolverá a um país e a uma vida que não querem. Blandine está em solo francês mas a sua ferida, a sua presença e a sua existência são negadas pela polícia.

21h30, Cinemateca Portuguesa – Abertura da Secção Paris-Lisboa
Para celebrar o 10º Aniversário do Pacto de Amizade entre a cidade de Paris e Lisboa, a 9ª Festa do Cinema Francês decidiu apresentar a Secção Paris-Lisboa: 10 filmes rodados numa ou noutra das cidades.
Na inauguração da secção contaremos com:

Um cine-concerto de Jacques Cambra que acompanhará o filme Entr’acte de René Clair
Um cocktail com a presença da Delegação Mairie de Paris
Um filme português
de José Cottinelli Telmo, A Canção de Lisboa

22h, sala 1, Cinema São Jorge – Ce que mes yeux ont vu de Laurent Bartillat

O filme repete em Almada dia 9 de Outubro às 21h00

A ideia deste filme surgiu ao realizador, Laurent Bartillat, quando este estudava história de arte e era um estudante de iconografias. Foi aqui que Bartillat sentiu um lado gráfico e cinematográfico de uma pintura.

Lucie é uma jovem estudante de História de Arte de 25 anos, fascinada pelas obras do pintor Watteau. Ela está convencida de que algumas das suas telas escondem segredos e sentimentos nunca antes revelados. Para esta estudante torna-se quase uma obsessão descobrir quem é a mulher que surge dissimulada em algumas obras de Watteau, que poderá ser a chave da misteriosa morte do pintor. Lucie mergulha de tal maneira nesta investigação, que todo o seu tempo e toda a sua energia são absorvidos neste trabalho, passando ao lado dos outros, e até da sua própria vida. O orgulho, a paixão e a obsessão podem levá-la longe, mas nem sempre quando ela quer, nem sempre onde ela precisa de ir.

Informação do Instituto Franco-Português

Instituto Franco-Português
Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63

Setembro 25, 2008

MÚSICA – MIOSÓTIS – Instituto Franco-Português

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MÚSICA

Já tínhamos falado aqui nos MIOSÓTIS, e eis que, através do Instituto Franco-Português, ficámos a saber que esta banda de rock progressivo ali estará, no dia 27 – AMANHÃ! – às 21h30, para um espectáculo que não deve perder.

Oriundo de Peniche este grupo, formado nos idos 70, tem uma longa história.

As muitas mudanças e influências enriqueceram-lhe os sons. Da formação inicial mantêm-se Paulo Chagas (saxofone e flautas) e Álvaro Silveira (voz e guitarra acústica). Alberto Leitão (bateria e percussões), Carla Delgado (voz), Rui Fernandes (guitarra eléctrica) e João Cruz (baixo) completam a formação que se apresentará no Instituto Franco-Português.

Neste espectáculo Miosótis revisitará os seus dois primeiros CD’s (“O Monstro e a Sereia”, de 2005 e “Risco”, de 2007, mas vai também dar-nos a conhecer alguns temas originais que farão parte do próximo trabalho.

Rock progressivo

Bilhetes: 8€

Links úteis:

http://www.myspace.com/miosotismusic

http://www.miosotismusic.com/

Setembro 23, 2008

PARA A INTERNIDADE … Ana Bezelga

Trata-se de uma exposição de Ana Bezelga, de 25 de SETEMBRO a 24 de OUTUBRO na NOVA LIVRARIA FRANCESA do INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS – Avenida Luís Bívar, 91, em Lisboa.

A inauguração é em 25 de Setembro às 18h00.

Para a Internidade, um projecto pensado como uma exposição colectiva faseada no tempo, prossegue com a proposta de Ana Bezelga. Uma instalação vídeo criada especificamente para a Nouvelle Librairie Française.

A exposição ficará patente até dia 24 de Outubro e pode ser visitada de 2ª a 6ª das 10h30 às 19h30 e aos sábados das 10h30 às 12h30.

Para a Internidade…(projecto comissariado por Catarina Marto)

Ana Bezelga (Lisboa, 1979) vive e trabalha em Lisboa e Malmö. Estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, frequentou a Escola de Artes Visuaus – Maumaus e encontra-se actualmente a realizar o mestrado em artes visuais na Malmö Art Academy, na Suécia. Partindo do vídeo tem vindo a explorar outros meios de expressão, sempre com uma elevada exigência formal. A arquitectura e um certo universo pop são temas recorrentes.

Participa em exposições/screenings desde 2003, entre as quais: “Intransit”, Galeria Monumental em Lisboa; “Projectraum-The Art of Critical Thinkingand Transmuting Experience: film and vídeo”, Innsbruck, 2004; “A Arquitectura como Qualquer Coisa de Provisório”, na Alta de Lisboa, 2005; AC#DV#3 na Galeria Arte Contempo, 2006; “Limited Access”, Galeria Azad Art, Teerão; “Voyage Voyage” na Plataforma Revólver 2007; “Triumph of the Surface”, Transit Space em Londres, 2008; Yearlyshow, Malmö Art Academy em 2007 e em 2008 e “International Roaming” Bienal of Teheran, Istambul 2008.

Para a Internidade…

Ana Bezelga

Inauguração 25 de Setembro, 18h
25 de Setembro – 24 de Outubro
de 2ª a 6ª das 10h30 às 19h30
Sáb. das 10h30 às 12h30

site: IFP

Setembro 19, 2008

TEATRO INFANTIL – MITIN – Instituto Franco-Português

Filed under: teatro — profestas @ 10:40 pm
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MITIN
MOSTRA DE TEATRO INFANTIL
20 a 23 de SETEMBRO 2008
NO INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS

É já a partir de amanhã dia 20 de SETEMBRO que Lisboa vai ficar mais colorida.
A MITIN – Mostra Internacional de Teatro Infantil espera levar ao teatro 2500 crianças para assistirem a representação dos melhores grupos internacionais de teatro para criança. A Mostra termina dia 23 de Setembro e nela não vão faltar workshops de arte com profissionais ligados a infância, exposições e muitas outras atracções.

São 8 espectáculos, 2 workshops e 1 exposição

UM PROGRAMA PARA MIÚDOS E GRAÚDOS

Mais informações, inscrições e reservas pelo mail teatro@fernandoterra.com

http://www.mitinteatro.blogspot.com/

Setembro 16, 2008

MÚSICA – COULEUR CAFÉ – Instituto Franco-Português

                                                                                                                      

Thierry Riou (piano), Luanda Cozetti (voz), Norton Daiello (baixo) Milton Batera (bateria), Guto Lucena: saxofones.

DIA 18 de SETEMBRO 2008 às 21H30 no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS
Bilhetes: 5€

Há mil viagens a fazer à volta de Serge Gainsbourg.
A riqueza da sua obra encontra-se tanto nas letras como nas músicas.
Gainsbourg, a sua música, a sua provocação e a sua sensibilidade. A suas palavras duras, as suas palavras ternas, as suas diferenças e indiferenças…
As suas ideias fortes, o seu ambiente e, por trás de todas as suas músicas, os seus gritos de revolta. Em cada canção, encontramos uma história, como num filme.
“Couleur Café propõe no dia 18 de Setembro às 21h30, no Instituto Franco-Português, fazer ressurgir a força das suas palavras ou jogos de palavras.

Uma viagem de sensibilidade que chega pela voz de Luanda em melodias nas quais “Couleur Café” pôs o seu toque pessoal para vos convidar para a viagem.
Luanda Cozetti (voz) e Norton Daiello (baixo) de Couple coffe entram na dança com Thierry Riou, no piano, Guto Lucena, nos saxofones e Milton Batera, na bateria para uma noite nascida sob o signo da côr… café.

site a visitar: http://www.ondajazz.com/couleur%20cafe.htm

Setembro 14, 2008

MIOSÓTIS – Um caso sério na música portuguesa progressiva

Quem são os Miosótis? A curiosidade levou-nos à sua procura.

“Miosótis é nome de um grupo de música portuguesa progressiva com origem numa antiga banda de sótão dos finais dos anos 70 que se dedicou à composição e arranjos das suas próprias peças, numa busca continuada de sonoridades alternativas e originais.

Em 2005 foi editado o álbum O Monstro e a Sereia que combina canções escritas nos primórdios da banda com temas compostos no tempo presente. Neste trabalho cruza-se um leque interminável de influências e estilos (desde a balada portuguesa ao jazz, passando por ambientes explicitamente experimentais), bem como uma equipa de preciosos colaboradores entre os quais se destaca o guitarrista Manuel Cardoso, líder do mítico grupo Tantra.

Além da música, o grupo aposta fortemente na vertente poética das suas canções, dedicando sempre um cuidado especial às palavras. Por todas estas razões não espantou que O Monstro e a Sereia viesse a ser acolhido duma forma bastante favorável pela crítica especializada nacional e estrangeira.

No mesmo ano a banda organizou-se em formato permanente de oito elementos para colocar em palco um espectáculo baseado no referido álbum, ao qual se juntam novos temas e arranjos.

Em 2007 saiu o segundo álbum da banda – Risco. Aqui a aposta foi menos experimental e psicadélica mas muito mais madura e com um som mais coeso. A equipa de colaboradores voltou a ser de grande nível, a crítica voltou a ser bastante positiva e o trabalho acabou por ser apresentado ao longo do país nalguns palcos de referência”.

Actualmente a banda tem a seguinte formação:

Carla Delgado – voz

Álvaro Silveira – voz e guitarra acústica

Paulo Chagas – saxofone e flautas

Alberto Leitão – bateria

César Delgado – baixo

Rui Fernandes – guitarra eléctrica

E feita esta apresentação, através do seu site, a curiosidade aumentou…

E a vontade de os conhecer. 

A sua próxima “agenda”,  é esta:

18 de Setembro – RTP Programa Verão Total

27 de Setembro – Instituto Franco-Portugais – Lisboa, 21.30h

Setembro 10, 2008

SYLVIE C. – Do you speak french?

Para muitos, o nome e a voz de Sylvie C. dispensarão apresentações. O Instituto Franco-Português teve já o prazer de a acolher noutras ocasiões, quer com projectos próprios quer em colaboração com os seus companheiros de muitas jornadas, Michel e Francis Seleck.

Desta vez, Sylvie C. propõe-nos um outro projecto, com Rogério Pires à guitarra e Michel, como convidado especial, no acordeão, no piano e na voz e marca-nos encontro para sábado dia 13 de Setembro às 21h30 no Instituto Franco-Português (Av. Luís Bívar, 91 – Lisboa), com

DO YOU SPEAK FRENCH?

…Que pergunta será essa?…
Não pense que se trata de uma aula de francês, ou de um ciclo de conferências com interprtação simultânea!
Na verdade, é um convite para uma escapadela musical, poética e humorística.
Michel & Sylvie, trocaram uma cidade romântica, Paris, por outra cidade romântica, Lisboa.

Sonhadores, são também personagens capazes de subverter a sua imagem afrancesada até ao limite. Por detrás dos clichés, à margem do óbvio e para lá dos preconceitos, construíram uma identidade própria, onde a memória da Boémia Rive Gauche se deixou inspirar pela Alma Lusa deixando crescer um imaginário que se foi cristalizando ao longo do tempo. Do Sena até ao Tejo foram criados laços entre fantasias, sonhos, jogos e ironias.

Ficou o desejo de dizer algo mais e partilhar o gozo vivido: sejam as imagens captadas durante as viagens pelo país, o ritmo obsessivo do sapateado, a emoção das melodias onde o poder poético se solta através das palavras de Verlaine e Adília Lopes, ou ainda o espírito subversivo de Sarah Adamopoulos e Francis Seleck lançando as suas setas.

Aqui fica o convite de “Do you speak French?” para esta escapadela ao Instituto Franco-Português
E que a ambos seja perdoado o indomesticável sotaque francês: “Há males que vêem por bem”…

Direcção artística e Voz: Sylvie C. / Guitarra: Rogério Pires / Convidado Acordeão, Piano, voz : MIchel -Fotografias e vidéos: Michel & Luís Saraiva

sábado 13 de Setembro às 21h30
Entrada: 5 Euros

Informação do Instituto Franco-Português

Setembro 3, 2008

Efémero.Criação.Acontecimento. Instituto Franco-Português – 16 e 17 de Setembro

A Arte… não produz conceitos, ainda que proponha problemas e provocações.
Mas gera sensações, afectos e intensidades.
Esse é o seu modo de propor problemas, que por vezes se alinham com… conceitos.

Elizabeth Grosz – [Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth,
New York, Columbia University Press, 2008, p. 1]

O Encontro Efémero.Criação.Acontecimento visa reunir investigadores universitários, criadores e mediadores culturais para uma reflexão e um debate capazes de aprofundar o conhecimento sobre a Arte, em particular a que é realizada em Portugal. Objectivo complementar: discutir criticamente os caminhos que a Criação pode percorrer quando lhe importa rever a sua dimensão estética e política, no seio da sociedade actual.

Repensar a nossa relação com o Efémero e aceitar o desafio do Acontecimento, em antecipação de uma Bienal da Luz, são duas acções articuladas que motivam uma visão estratégica sobre a problemática da criação na contemporaneidade. Se os convidados estrangeiros Christine Buci-Glucksmann [França] e Malcolm Miles [Reino Unido] representam duas posições particularmente ricas e sólidas sobre as duas categorias que o Encontro procura debater, o conjunto de convidados nacionais oferece uma panorâmica abrangente e transversal da produção artística na actualidade, nomeadamente na sua relação não apenas com o mundo das ideias, mas com o próprio espaço urbano e o presente quotidiano.

Participantes, modelo e objectivos

Christine Buci-Glucksmann, José Manuel Rodrigues, Margarida Medeiros, Pedro Costa, Luís Oliveira, Susana Mendes Silva, João Fernandes, Pedro Amaral, Paulo Ferreira de Castro, Luís Carmelo, Malcolm Miles, Manuel Gusmão, Teresa Cruz, Jacinto Lageira, Pedro Bandeira, Delfim Sardo, João Tabarra, Miguel von Hafe Pérez, Tiago Guedes, Ana Pais, Pedro Cabral Santo, Carlos Vidal e Idalina Conde debatem a articulação entre dois conceitos filosóficos – o Efémero e o Acontecimento – fundamentais no âmbito da produção artística contemporânea.

Relevando o pensamento e experiências marcantes no campo da investigação, da mediação cultural e da actividade artística, em áreas diversas – das artes plásticas à música, do cinema à fotografia –, o encontro propõe-se não apenas como gesto cartográfico, mas sobretudo enquanto modelo de reflexão estratégica para a criação artística na actualidade e a sua afirmação em sentido lato.

Destinatários

Investigadores e estudantes do Ensino Superior, com relevo para as áreas da Filosofia e da Estética, da História e Crítica de Arte, das Artes Visuais e Performativas, das Ciências Sociais e de áreas projectuais como a Arquitectura, o Design ou o Urbanismo. Revestir-se-á de interesse também para quaisquer agentes e mediadores culturais, sem exclusão de outros profissionais do Desenho Urbano ou da Arte Pública, assim como de um público geral interessado nas questões da produção e da recepção da actividade artística”.

As sessões são abertas ao público. A entrada é livre.

efemero.acontecimento@gmail.com

Informação do Instituto Franco-Português

Agosto 29, 2008

Thibault Cauvin – guitarra – Concerto Antena 2

Com apenas 24 anos, o jovem parisiense Thibault Cauvin, é seguramente um dos guitarristas mais talentosos, carismáticos e requisitados do momento.

Este jovem prodígio vem agora a Lisboa, ao Instituto Franco-Português, para um concerto a ser transmitido em directo pela Antena 2.

Em 5 de Setembro, às 19h00.

PROGRAMA
Domenico Scarlatti

Sonata, K1 / Sonata, K491

Roland Dyens
Night and Day/ Take the A train / A night in Tunisia / Felicidade

Sergio Assad
Farewell

Philippe Cauvin
Rocktypicovin

Carlo Domeniconi
Koyunbaba

Duração aprox. 1 hora | Sem intervalo

“Thibault Cauvin, jeune Parisien de 23 ans, est assurément l’un des guitaristes les plus talentueux, charismatiques et demandés du moment. Il parcourt le monde, guitare en main, tout au long de l’année, invité dans les plus prestigieux festivals et théâtres. Entre New York et Singapour, Sao Paolo et Istanbul, Londres et Melbourne ou Séoul et Tanger, il nous fait partager sa musique. Ce jeune prodige a déjà donné plus de 400 concerts sur tous les continents, unanimement reconnu par la critique. Il a également participé à de nombreuses émissions de télé et radio et collaboré avec de célèbres musiciens, compositeurs et orchestres symphoniques. Malgré son jeune âge, Thibault est aussi régulièrement invité par les plus prestigieux conservatoires, universités et festivals à travers le monde pour donner des master-classes, des conférences ou juger des concours.
Issu d’une famille de musiciens, Thibault entreprend l’étude de la guitare avec son père dès l’âge de 6 ans. Après de brillantes études dans les conservatoires de Bordeaux et de Paris, Thibault se plonge dans l’incontournable circuit des concours internationaux. A l’âge de 20 ans il est le seul guitariste au monde à avoir remporté 13 premiers prix internationaux. Les deux univers dans lesquels Thibault a grandi, celui de la musique classique des conservatoires et celui de des musiques actuelles de son entourage familial ont fait de lui ce qu’il est aujourd’hui : l’ambassadeur du renouveau de la guitare « classique ». Il exploite au maximum la beauté de l’instrument avec en prime ce don enflammé du cœur qui irrésistiblement fascine, avivé par la débordante énergie de sa jeunesse, Thibault nous présente un répertoire riche, intense et moderne.
Son quatrième disque « N°4 » sortira en Février 2008 chez la célèbre maison d’édition américaine « GSP San Francisco ». Cet album sera composé de musique moderne influencée par divers courants musicaux, donnant une nouvelle dimension à la guitare…”

Próximo concerto Antena 2/ IFP
Duo Soanea Garioud – viola e violoncelo | 12 de Setembro | 19h | Entrada Livre

Co-produção: Antena 2/ IFP

Antena 2

IFP

Julho 21, 2008

Concerto Duo Vienalis – Recital de violino e piano – Instituto Franco-Português

Duo Vienalis, recital de violino e piano – Concerto Antena 2, no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS, em 25 de JULHO 2008 às 19h00.

Fundado em 2005, o Duo Vienalis é constituído por Luis Morais (Violino) e Ana Cosme (Piano). Ambos obtiveram a sua formação na Universidade de Música e Arte dramática de Viena, Áustria, onde se encontram ainda no presente, a desempenhar as suas actividades profissionais. Têm-se apresentado diversas vezes em concerto, tanto em Portugal como na Áustria, nomeadamente em comemorações do ano Mozart (2006) e Grieg (2007). O seu repertório abrange obras que vão desde o período barroco até ao Séc. XXI. Programa

Ludwig van Beethoven
Sonata em sol maior Nº8, Op. 30 nº3
Allegro assai
Tempo di Minuetto, ma molto moderato e grazioso
Allegro vivace

Olivier Messiaen
Variações para violino e piano

(intervalo)

Fernando Lopes-Graça
Quatro miniaturas
Prelúdio
Melodia
Mandolinata
Exercício

Sergei Prokofiev
Cinco Melodias, Op. 35
I. Andante
II. Lento ma non troppo
III. Animato ma non allegro
IV. Allegretto leggero e scherzando
V. Andante non troppo

Claude Debussy
Sonata
Allegro vivo
Interméde – Fantasque et léger
Finale – Trés Animé

Entrada livre

Transmissão em directo pela Antena 2 – Instituto Franco-Português – Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63

site do Instituto

Junho 27, 2008

MOTELx 2008 – A Nouvelle Vague do Terror

Em antecipação no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS, no dia 30 de Abril 2008 às 21h30 e 23h45, os filmes Les DIABOLIQUES / AS DIABÓLICAS de Henri-Georges Cluzot, e ILS / ELES de David Moreau e Xavier Palud

Para abrir o apetite e começar a ambientar-se para o que o(a) espera na 2ª edição do MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa e porque este ano um dos destaques vai para o Terror francês, os organizadores do Festival e o Instituto Franco-Português propõem, em antecipação, dois filmes do género para a noite longa do dia 30 de Junho.

21h30 “Les Diaboliques” / As Diabólicas de Henri-Georges Cluzot
23h45 – “Ils” / Eles de David Moreau e Xavier Palud

São dois filmes bem diferentes, na época e na construção. O primeiro a preto e branco e o segundo a cores, mas ambos igualmente negros e de cortar a respiração.

As Diabólicas (1955), 114’

Com Simone Signoret, Véra Clouzot, Paul Meurisse, Michel Serrault…
A amante e a esposa de um professor planeiam matá-lo num crime perfeito. Afogado na banheira e atirado para a piscina.. Aparentemente, o crime era perfeito, mas a situação complica-se bastante quando o corpo desaparece.
Henri-Georges Clouzot, realizador, produtor e argumantista, nasceu a 20 de Novembro 1907 e faleceu a 12 de Janeiro de 1977. Durante toda a sua carreira foi um cineasta admirado, temido e controverso. Um grande conhecedor dos truques técnicos da sétima arte, ele tornou-se num dos mais célebres realizadores do cinema europeu dos anos 40 e 50.

Eles, (2006), 77’

Com Olivia Bonamy e Michäel Cohen
Um cenário asfixiante, dois actores e uma câmara. Sombras. Uma tensão de cortar à faca.
Clémentine dá aulas no Liceu Francês de Bucareste. Lucas é escritor. Vivem felizes numa casa nos arredores da cidade no meio da floresta. Eles não o sabem, mas estão a ser vigiados. Caíu a noite, ELES estão lá, na casa, em toda a parte… Quem são essas figuras ameaçadoras que se movem na sombra?

“Apesar do primeiro filme de terror da história do Cinema ser francês – “La Manoir du Diable” (1896) de Georges Méliès – este país, pioneiro da 7ª Arte, nunca se impôs no género. Mas agora, passados 100 anos, muitos jovens cineastas franceses estão a introduzir elementos de terror nos seus filmes, enquanto outros mergulham de cabeça tentando ressuscitar os velhos clássicos americanos do início da década de 70.
São estes últimos que surpreendentemente colocam a França destacada no pelotão da frente do Cinema de Terror mundial, e são um dos grandes destaques da 2ª Edição do MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa a decorrer de 3 a 7 de Setembro no Cinema São Jorge, em Lisboa.

Mas esta homenagem ao terror gaulês começa antes…

Instituto Franco-Português
Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63
margarida.silva@ifp-lisboa.com

ISTO NÃO É UM CONCURSO – TRÊS PEÇAS INÉDITAS

TRÊS PEÇAS INÉDITAS de Luís Mestre, Ana Mendes e Inês Leitão

Com António Filipe, Cândido Ferreira, Custódia Gallego, João Delgado, Luís Godinho, Rosa Villa e Sofia Correia; Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos, Direcção dos espectáculos António Simão, João Meireles e João Miguel Rodrigues, Direcção de produção António Filipe e Luís Godinho, Coordenação Jorge Silva Melo e Andreia Bento.

“Trata.se de um projecto integrado no Festival de Teatro de Almada, a ver no Instituto Franco-Português de 4 a 18 de Julho

NUMA CERTA NOITE de Luís Mestre M|16

4 e 5 de Julho às 21h30 | 6 e 7 de Julho às 19h00

O LAGO de Ana Mendes M|12

9 e 10 de Julho às 21h30 | 11 e 12 de Julho às 19h00

A ÚLTIMA HISTÓRIA DE WERTHER de Inês Leitão M|16

15 e 16 de Julho às 21h30 | 17 e 18 de Julho às 19h00

Não, não é um concurso, é só uma hipótese. Não, não queremos concorrência, nem competitividade, nem empurrões uns aos outros. Queremos peças de teatro. De pessoas que conhecemos ou que não conhecemos. Queríamos que tivessem voz própria. Que fossem únicas. Frágeis, fortes, conseguidas, por acabar, por resolver, com interesse para nós”.

Instituto Franco-Português

Av. Luís Bívar, 91

1050-143 LISBOA

Reservas e informações: 961 960 281 (Artistas Unidos).

 

Junho 18, 2008

Lançamento do romance de Fatou Diome : Kétala

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No dia 20 é apresentado no Instituto Franco-Português o segundo romance de Fatou Diome, senegalesa residente em Estrasburgo: “Kétala” (Europress).

Apresentará a obra Rita Bueno Maia.

Fatou Diome é autora de uma recolha de novelas, La Préference nationale (2001). Depois do imenso sucesso de O Ventre do Atlântico (2003), Kétala é o seu segundo romance.

Kétala é o oitavo título da colecção Raízes, dedicada a autores representativos de continentes ou zonas do mundo designadas de periféricas.
O nome de Fatou Diome, junta-se assim aos de Angèle Bassolé-Ouédraogo, Abdourahman A.Waberi, Alain Mabanckou, Léonora Miano, Rachid El-Daïf, Manthia Diawara, Ananda Devi e Boris Diop.

“Venho de uma civilização em que os homens transmitem a sua história familiar uns aos outros, as suas tradições, a sua cultura, contando-as de geração em geração […]Visto não podermos impedir que os humanos nos dispersem, proponho que cada um de nós conte aos outros tudo o que sabe da Mémoria.
Assim, durante as seis noites e os cinco dias que nos separam do kétala, vamos, todos juntos, reconstituir o puzzle da sua vida. […] nem sempre se pode levar os seus consigo, mas partimos sempre com a sua memória.”

Escrito numa linguagem bela e musical, Kétala é um romance virtuoso.

A sessão realizar-se-á na sexta-feira,dia 20 de Junho, pelas 18:30 horas,no Auditório do Instituto, com a presença da autora

Instituto Franco-Portugais – Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
Tel: (+351) 21 311 14 00
Email: infos@ifp-lisboa.com
Site: http://www.ifp-lisboa.com

Junho 5, 2008

“RITMO E VIRTUOSISMO EM MÚSICA”- Instituto Franco-Português

“De Ciência e Música se falará no próximo Bar das Ciências. O encontro está marcado para dia 11 de JUNHO às 19h00.

FRANCISCO MONTEIRO do CESEM – Centro de Estudos de Sociologia Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa e EDUARDO LOPES, do Departamento de Música da Universidade de Évora vão falar sobre “RITMO E VIRTUOSISMO EM MÚSICA”. Como habitualmente, ALEXANDRA VAN-QUYNH animará o debate que se segue e que se pode fazer em português e francês.

A entrada é livre e esperamos que venham em grande número.

Duas perspectivas científicas sobre o ritmo musical: da aritmética Modernista aos afectos do pós-Modernismo

É hoje um facto que a música está presente em todas as culturas, servindo muitas funções. Esta posição privilegiada faz com que os antropólogos considerem a música como um Universal Humano; em que o estudo da música não será nada mais que o estudo da própria Raça Humana. Deste modo, e do ponto de vista epistemológico, a música acaba sempre por ser abordada de acordo com princípios científico/culturais em vigor numa determinada época. Para muitos investigadores da área da música, o ritmo é considerado o mais fundamental de todos os parâmetros musicais, enraizado na fisiologia Humana bem como no nosso sistema cognitivo. Utilizando o ritmo musical como fio condutor, esta palestra apresentará duas perspectivas científicas sobre a música no Séc. XX: a visão quantitativa no Modernismo da p! rimeira metade do século, e os elementos qualitativos no pós-Modernismo do final do século”.

Informação do IFP

 

Junho 3, 2008

Tango indiano – Ananda Devi – Instituto Franco-Português e Europress

A Europress e o Instituto Franco-Português promovem a a apresentação do livro TANGO INDIANO, de
de Ananda Devi.

A autora estará presente nesse dia, 5 de Junho, às 18h30, na Mediateca do IFP.

A apresentação é de Joana Marques de Almeida

“Vi nela a promessa de uma música que ainda ninguém tocara e que, embora desafinada, mantinha uma secreta harmonia. Seria suficiente tocar o instrumento como um mestre para o encher de luzes e de cores novas e penetrar nas suas trevas?

Abril de 2004, Nova Deli. A Índia está em plena campanha eleitoral. Sonia Gandhi – a italiana, a estrangeira – será o próximo Primeiro Ministro?… Mas para Subhadra, cinquenta e dois anos, alta, roliça, uma mulher comum, a preocupação é outra: irá ela àquela peregrinação de renúncia das mulheres na menopausa que a sogra lhe propõe para assinalar o fim da sua feminilidade? Ou cederá, pelo contrário, à misteriosa sedução da pessoa que a segue há já um mês pelas ruas de Deli? Um estranho pas de deux, contradança amorosa capaz de lhe oferecer o que jamais alguém lhe deu: o seu próprio corpo…”

“Nascida na Ilha Maurícia, Ananda Devi é autora de numerosos romances publicados pelas Edições Gallimard. Ève de Ses Décombres obteve vários prémios literários em 2006, entre os quais o do Cinq Continents.
Este romance, Tango Indiano (Indian Tango), foi seleccionado para os Prix Femina et Prix France Télévisions.

Tango Indiano é o sétimo título da colecção Raízes, dedicada a autores representativos de continentes
ou zonas do mundo designadas de periféricas.

O nome de Ananda Devi, junta-se assim aos de Angèle Bassolé-Ouédraogo, Abdourahman A.Waberi, Alain Mabanckou, Léonora Miano, Rachid El-Daïf, Manthia Diawara, Fatou Diome e Boris Diop”.

Europress Editores – Página principal da Europress

Instituto Franco-Português


Avenida Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 00

 

Junho 2, 2008

QUE QUEREM ELAS? Ciclo de filmes: feminismo, intervenção e cinema


Durante o mês de Junho, o Instituto Franco-Português e a Associação Cultural Bacalhoeiro apresentam, em colaboração com o Centre Audiovisuel Simone de Beauvoir, «Que querem elas?” Ciclo de filmes: Feminismo, Intervenção e Cinema».

Um ciclo de cinema programado com Caroline Barraud e Nicole Fernandez Ferrer (Centre Audiovisuel Simone de Beauvoir em Paris).

No Instituto Franco-Português o dia 16 é dedicado a Simone de Beauvoir e a programação do ciclo prolonga-se até 19 de Junho, com sessões às 19h00 e/ou 21h30.

Todo o programa pode ser consultado em http://www.ifp-lisboa.com/.

No Bacalhoeiro há sessões todas às terças-feiras de Junho às 22h30.

Consulte o programa em http://www.bacalhoeiro.pt/bacalhoeiro/index.php?destination=1

Este ciclo associa-se também à programação cultural do Congresso feminista 2008, no âmbito do qual decorrerá no Cinema São Jorge de 13 a 16 de Junho um outro ciclo de cinema e vídeo, na sua maioria da autoria de realizadoras portuguesas, com sessões às 15h30, 18h30 e 21h30 de segunda a sábado.

Programa em www.congressofeminista2008.org

Simone de Beauvoir, a autora de “Deuxième Sexe” um livro que passou a ser a obra de referência do movimento feminista mundial, teria agora cem anos. Em Maio de 68 a luta uniu mulheres de todas as origens e de todas as causas. As cineastas estavam lá. Este é um ciclo de filmes raros e pouco conhecidos do cinema militante dos anos 70 – a maior parte deles inéditos em Portugal.

No Instituto Franco-Português, de 16 a 19 de Junho com sessões às 19h00 e/ou às 21h30, filmes de Agnès Varda, Delphine Seyrig, Chantal Akerman, Carole Roussopoulos e Yann Le Masson.
A entrada é livre e todos os filmes são legendados em português, Nestes dias pode aproveitar para jantar na Cafetaria do IFP a preço especial.

Na Associação Bacalhoeiro, todas as terças-feiras de Junho já a partir de dia 3, mostram-se filmes mais recentes, comprometidos, que descrevem o mundo do ponto de vista das mulheres e como este se lhes apresenta. Filmes de Abiba Djahnine, Florence Jaugey, Julie Frères e Marcelo Silva. A entrada é grátis para sócios.

Veja os sites indicados, para completar toda a informação.

Maio 21, 2008

YAMANDÚ COSTA – A fusão do JAZZ com a essência do Brasil

Yamandú Costa é considerado o maior talento brasileiro da actualidade no violão de 7 cordas.

Yamandu toca choro, bossa nova e tudo, mas também é um gaúcho cheio de milongas, tangos, zambas e chamamés.

Um violonista e compositor que não se enquadra em nenhuma corrente musical é uma mistura de todas e cria o seu próprio estilo com rara personalidade no seu violão de 7 cordas.
Yamandu faz jus ao significado de seu belo nome “o precursor das águas”.

No Instituto Franco-Português, às 21h00

Preços: 18€

Reservas: 707 234 234

Sites:

IFP

Espelho de Cultura, Produções Artísticas, Lda

 

Maio 18, 2008

Theatre Sans Animaux – Instituto Franco-Português

 Pelo grupo de Teatro Bistenclac, constituído por professores do Lycée Français Charles Lepierre,
no palco do Auditório.

 

Uma peça de Jean-Michel Ribes

Maio 16, 2008

AY CARMELA!

AY CARMELA!” de José Sanchis Sinisterra, de 23 a 25 de Maio, no Instituto Franco-Português, com encenação de Pierre Chabert, e interpretação de Teresa Ovídio e Jean-Marie Galey.

“Ay Carmela!”, o maior sucesso do teatro espanhol do pós-franquismo – já levado à tela por Carlos Saura – é um texto de José Sanchis Sinisterra, escrito em 1986. Está traduzido em várias línguas e foi representado, até agora, em mais de uma quinzena de países.

Com mais de mil representações, “Ay Carmela!” chega finalmente a Portugal, com encenação de Pierre Chabert e interpretação, em francês, de Teresa Ovídio, no papel de Carmela, e de Jean-Marie Galey, no de Paulino.

Em cena dias 23 e 24 de Maio às 21h30 e dia 25 de Maio às 17h00, no Instituto Franco-Português em Lisboa (Av. Luís Bívar, 91).

Plena de humor, uma mistura de farsa, music-hall e tragédia.

O título evoca a célebre canção dos republicanos espanhóis e das brigadas internacionais. A história passa-se durante a Guerra civil de Espanha. Um casal de artistas de variedades são requisitados pelos franquistas para se apresentarem diante de uma plateia onde estavam generais vitoriosos. No fim do espectáculo estes nossos dois saltimbancos terão de humilhar os vencidos, jovens republicanos condenados à morte. Para salvar as suas peles, Paulino submete-se. Mas Carmela, tocada pela juventude dos condenados, revolta-se e entoa com eles a famosa “Ay Carmela!” .
A acção da peça passa-se após a morte de Carmela. Paulino regressa ao teatro onde a imagem de Carmela lhe reaparece, qual fantasma. Eles representam os últimos momentos que passaram juntos: os preparativos e o espectáculo dado diante de Republicanos e Franquistas. Depois…a derradeira separação.

Com um sucesso retumbante, a peça foi representada em Avignon, pela primeira vez em 1994. Depois não tem cessado de encontrar os mais variados públicos e de percorrer a Europa.

A portuguesa Teresa Ovídio foi alvo dos mais rasgados elogios, como aliás também Jean-Marie Galey. Pierre Chabert procurou e procurou a sua Carmela. Era preciso um temperamento forte e uma enorme energia. Victoria Abril recusou. A sorte bateu à porta de Teresa Ovídio.

O encenador PIERRE CHABERT é conhecido como descobridor de textos e de novos autores. Encenador de Samuel Beckett desde os anos 80, manteve com o autor uma colaboração estreitíssima. Beckett confiou-lhe os direitos de adaptação dos seus romances. Pierre Chabert dirigiu actores como Jean-Louis Barrault, Catherine Sellers, Michael Lonsdale, Pierre Dux, entre muitos outros.

A actriz TERESA OVÍDIO, tornou-se ultimamente muito conhecida entre nós devido à sua participação nos “Morangos com Açúcar” e um papel no filme “Corrupção”. Formou-se no Actor’s Studio de Nova Iorque. No cinema trabalhou com Patrick Timsit, Raoul Ruiz, e Flora Gomez, entre outros.

O actor JEAN-MARIE GALEY, fez parte da Comédie Française de 1997 a 2000, tendo sido dirigido por Philippe Adrien, Jorge Lavelli, Henri Ronse e Simon Heite. Na sequência desta experiência publicou Comédie Française, roman nas Editions Écriture.
Sob a direcção de Daniel Bezace, interpretou o papel de François Mitterrand em “MArguerite et le Président”. Para teatro escreveu Les Tables Tournantes (éd. Albin Michel) e como argumentista, com Éric-Emmanuel Schmitt, Le Patron, premiado pela Fondation Beaumarchais.

É caso para dizer: este espectáculo promete. E é em francês, atenção.

Fonte: Instituto Franco-Português

 

 

 

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