Programa de Festas

Outubro 2, 2008

José Cardoso Pires, escritor de Lisboa – A Obra e a Cidade

A escritora Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, anunciou para hoje, dia 2 de Outubro, um encontro/debate – Os Amigos Recordam José Cardoso Pires

Com António Lobo Antunes e Júlio Pomar, moderação de Inês Pedrosa.
2 Out: 18h | Casa Fernando Pessoa

Esta iniciativa integra-se no “intuito de celebrar a obra literária e a actividade cívica de José Cardoso Pires (1925-1998), centradas na sua relação com a capital (…) e a Câmara Municipal de Lisboa, através da Direcção Municipal de Cultura, preparou um vasto programa a apresentar durante os meses de Outubro a Novembro, a decorrer em vários espaços da cidade. In Blog Mundo Pessoa

Considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, Cardoso Pires escreveu romances e contos, não esquecendo as crónicas, o teatro, os ensaios e as memórias, sendo muitas as obras com que nos legou, a nós e ao mundo, uma vez que os seus trabalhos têm sido traduzidos para várias línguas. A programação integra exposições, um ciclo de conferências (antecedidas por sessões de leitura), visitas guiadas, documentários (estando prevista a produção de um filme sobre a Lisboa de Cardoso Pires), um ciclo de cinema e conteúdos digitais”

O programa preparado pela Câmara Municipal de Lisboa, inclui :

Os Amigos Recordam José Cardoso Pires
com António Lobo Antunes e Júlio Pomar, moderação de Inês Pedrosa.
2 Out: 18h | Casa Fernando Pessoa

Exposições

“Cardoso Pires, Cronista de Imprensa” – Exposição bibliográfica

Hemeroteca Municipal de Lisboa
15 Outubro – 30 Novembro

“Porquê Cardoso Pires?” – Exposição de cartazes de divulgação da obra/palavras do escritor

Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
22 Outubro – 22 Novembro

“Cardoso Pires nas Colecções das BLX” – Mostras bio-bibliográficas

Biblioteca David Mourão Ferreira, Biblioteca Municipal de Belém, Biblioteca Natália Correia, Biblioteca Municipal de Alvalade, Biblioteca Municipal Camões, Biblioteca Municipal de São Lázaro, Casa Fernando Pessoa, Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária.
Outubro

Conferências

“José Cardoso Pires, cronista de imprensa e de Lisboa”, comunicação precedida da leitura de crónicas de José Cardoso Pires sobre Lisboa. Conferencista a confirmar

Hemeroteca Municipal de Lisboa
16 Outubro (18h)

“A Sociedade Portuguesa dos Anos 50”, por José Neves (ICS/UL)

Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
10 Novembro (18.30h)

Visitas guiadas

Percurso literário de José Cardoso Pires
Público-alvo: estudantes do 2.º e 3.º ciclos e do secundário

Itinerário temático José Cardoso Pires
Público-alvo: adultos

Inscrições: T. 218 170 600 E-mail: projectos.culturais@cm-lisboa.pt

Apresentação de livros

Apresentação da obra Histórias de Amor, de José Cardoso Pires, por Rui Zink, com a presença do editor, Nelson de Matos

Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
3 Novembro (18.30h)

Documentários

Apresentação do filme “Fotogramas soltos das Lisboas de Cardoso Pires”, por Inês Pedrosa e António Cunha, com a presença do Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa

Casa Fernando Pessoa
24 Outubro (18.30h)

Ciclo de cinema

«O Delfim» (2001), realização de Fernando Lopes, com a presença do realizador

Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
22 Outubro (18.30h)

«Casino Oceano» (1983), realização de Lauro António, com a presença do realizador

Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
27 Outubro (18.30h)

«A Balada da Praia dos Cães» (1987), realização de Fonseca e Costa, com a presença do realizador

Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
29 Outubro (18.30h)

Conteúdos digitais

José Cardoso Pires – Dossier Digital (http://blx.cm-lisboa.pt/)
Cardoso Pires, Cronista de Imprensa – Efeméride (http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/)
A Lisboa Boémia de Cardoso Pires – Percurso Virtual (http://revelarlx.cm-lisboa.pt/)

Serviço Educativo

Encontro com excertos da obra Lisboa, livro de bordo, de José Cardoso Pires
Destinatários: 4.º ano do 1.º ciclo EB

Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
Outubro – Novembro

Livro de bordo da freguesia…
Destinatários: 4.º ano do 1.º ciclo EB

Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa
Ano lectivo 2008/2009

“Aos cinquenta anos dei por mim a fumar ao espelho e a perguntar E agora, José. Fumar ao espelho, qualquer José sabe isso, é confrontarmo-nos com o nosso rosto mais quotidiano e mais pensado. Por trás, em fundo, tem-se um cenário do presente imediato (a porta do quarto, um cabide vazio) mas esse presente, logo à segunda fumaça já é passado (a porta desfez-se, o cabide voou) e tanto mais passado quanto mais mergulhamos no cigarro. O olhar envelheceu, foi o que foi.
E então, por mais que a gente diga que não, começam a aparecer as pegadas históricas do Dinossauro que nos andou a foder a vida durante cinquenta anos. Adivinhamo-las à super- -superfície do vidro, são manchas fósseis, gretadas, então não se vê logo?, e, escuta à distância, ouve-se o carrossel do medo. Aqui e ali vão-se levantando farrapos do muito que em nós se adiou e do muito que em nós se morreu, e nalguns casos podemos até distinguir o traço de liberdade que abrimos com os nossos livros nessa desolação prolongada. Pronto, estamos feitos, José. De agora em diante começa o rememorar, devias saber”.
 

 Cardoso Pires por Cardoso Pires, entrev. de Artur Portela, 1ª edição, Publicações D. Quixote, 1991, 124 p., pp. 89-94

E agora, José?

hemerotecadigital.cm-lisboa.pt

Informações Úteis: CML – Direcção Municipal de Cultura; 213 246 290

Dezembro 17, 2007

Inês Pedrosa – A Eternidade e o Desejo

Filed under: literatura — profestas @ 5:13 pm
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Inês Pedrosa publica uma entrevista hoje, no DN, sobre o seu novo livro “A Eternidade e o Desejo” (publicações Dom Quixote).

Dos seus livros, o que nos vem de imediato à memória é o “Fazes-me falta”. E este, que agora foi publicado, tem a marca, o virtuosismo da escritora.

Iniciando-se com as palavras de uma mulher cega que afirma “Pertencer a um país que de antigo se tornou velho também não ajuda a ver”, não é um livro de viagens, no significado normal do termo.

Todavia, a viagem faz-se até ao Padre António Vieira, num entrelaçar entre Portugal e o Brasil.
Vale a pena transcrever um excerto da entrevista, naquele gosto de apreciar uma das figuras marcantes da literatura portuguesa dos nossos dias.

“Esse padre era um padre muito especial. Fiquei surpreendida por lhe encontrar essas expressões (o amor e o desejo). O livro teria de falar de eternidade, mas o desejo foi uma surpresa e não me parece que a dimensão do desejo lhe fosse completamente estranha. Enquanto pensava e quando comecei o livro, não tinha encontrado esse sermão que não é muito conhecido cá mas é dos mais tratados no Brasil. Foi mais ou menos a meio da escrita. O Sermão da Nossa Senhora do Ó é o texto onde ele se debruça sobre o desejo. Para mim é um enigma a total ausência de vida erótica naquele padre, porque ele não era asceta nem místico, nem contemplativo, mas muito carnal.
Ele condensou o desejo quer na sua devoção como na sua acção sobre o mundo concreto. Tinha uma noção muito apurada da natureza humana e conseguiu dissertar sobre o desejo de uma forma muito aguda. Isso eu descobri a meio(…)”.

É evidente que aqui não se pretende fazer crítica literária.

Mas se o confronto entre a eternidade e o desejo, nascido no percurso do Padre António Vieira, na sensibilidade da escrita de Inês Pedrosa, merece atenção, então leia e delicie-se com a viagem que o livro lhe propõe.

Dezembro 14, 2007

Beatriz Costa

Filed under: cinema,efemérides — profestas @ 10:11 pm
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O Museu Municipal de Mafra comemora o centenário do nascimento da actriz. Beatriz da Conceição. Beatriz Costa como foi conhecida, o seu cabelo curto de menina da franja, a sua irreverência e malícia, a sua voz inconfundível sem papas na língua.

Nasceu na localidade de Charneca do Milharado e viveu entre Portugal e o Brasil, passou muitos anos em Lisboa, finalmente num quarto andar do Hotel Tivoli, onde nos deixou em 15 de Abril de 1996.

Dizia ela, naquele tom de brincadeira, que os momentos de tristeza eram resolvidos de forma simples. A alegria e a tristeza faziam parte do mesmo contentamento que a vida lhe provocava.

“Quando quero chorar, penso na minha vida sexual. Quando quero rir, também.”

Segundo Inês Pedrosa (a propósito, há que ler o seu último livro, “A Eternidade e o Desejo”) ela “Foi o sol dos anos negros da ditadura”.

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