Programa de Festas

Outubro 31, 2008

CASA DA AMÉRICA LATINA – Próximos espectáculos

Música, Dança e Canções da Venezuela

                                                                                                    

Com a Orquestra Típica da Venezuela.

data: Dia 3 de Novembro de 2008, Segunda às 21h30
local: Aula Magna (Lisboa)

ORIGEN Y LUZ

                                                              

Inauguração da exposição “Origen y Luz” de Maryolga Nieto, com conferência de Joaquin Lopez Mujica.

data: Dia 5 de Novembro de 2008, Quarta às 18h30 (Até dia 8 de Novembro)
local: Casa da América Latina

ITINERÁRIO Tango Poesia

Concerto – Recital por Marina Cedro (apresentação do seu último disco)

data: Dia 7 de Novembro de 2008, Sexta às 22h00
local: Casa da América Latina

                                                AGAKUKE E A FILHA DO SOL

Teatro de Marionetes pela Companhia Lua Cheia.

data: Dia 14 de Novembro de 2008, Sexta às 20h30
local: Casa da América Latina

ESPAÇOS

Exposição
Dia 21 de Novembro de 2008, Sexta às 18h30 (Até dia 28 de Novembro) – Casa da América Latina

O AMOR NA POESIA DOMINICANA

Dia 25 de Novembro de 2008, Terça às 18h30 – Casa da América Latina

AS ORIGENS DO MERENGUE

Conferência
Dia 27 de Novembro de 2008, Quinta às 21h30 – Casa da América Latina

 

site da Casa da América Latina

 

Setembro 3, 2008

Efémero.Criação.Acontecimento. Instituto Franco-Português – 16 e 17 de Setembro

A Arte… não produz conceitos, ainda que proponha problemas e provocações.
Mas gera sensações, afectos e intensidades.
Esse é o seu modo de propor problemas, que por vezes se alinham com… conceitos.

Elizabeth Grosz – [Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth,
New York, Columbia University Press, 2008, p. 1]

O Encontro Efémero.Criação.Acontecimento visa reunir investigadores universitários, criadores e mediadores culturais para uma reflexão e um debate capazes de aprofundar o conhecimento sobre a Arte, em particular a que é realizada em Portugal. Objectivo complementar: discutir criticamente os caminhos que a Criação pode percorrer quando lhe importa rever a sua dimensão estética e política, no seio da sociedade actual.

Repensar a nossa relação com o Efémero e aceitar o desafio do Acontecimento, em antecipação de uma Bienal da Luz, são duas acções articuladas que motivam uma visão estratégica sobre a problemática da criação na contemporaneidade. Se os convidados estrangeiros Christine Buci-Glucksmann [França] e Malcolm Miles [Reino Unido] representam duas posições particularmente ricas e sólidas sobre as duas categorias que o Encontro procura debater, o conjunto de convidados nacionais oferece uma panorâmica abrangente e transversal da produção artística na actualidade, nomeadamente na sua relação não apenas com o mundo das ideias, mas com o próprio espaço urbano e o presente quotidiano.

Participantes, modelo e objectivos

Christine Buci-Glucksmann, José Manuel Rodrigues, Margarida Medeiros, Pedro Costa, Luís Oliveira, Susana Mendes Silva, João Fernandes, Pedro Amaral, Paulo Ferreira de Castro, Luís Carmelo, Malcolm Miles, Manuel Gusmão, Teresa Cruz, Jacinto Lageira, Pedro Bandeira, Delfim Sardo, João Tabarra, Miguel von Hafe Pérez, Tiago Guedes, Ana Pais, Pedro Cabral Santo, Carlos Vidal e Idalina Conde debatem a articulação entre dois conceitos filosóficos – o Efémero e o Acontecimento – fundamentais no âmbito da produção artística contemporânea.

Relevando o pensamento e experiências marcantes no campo da investigação, da mediação cultural e da actividade artística, em áreas diversas – das artes plásticas à música, do cinema à fotografia –, o encontro propõe-se não apenas como gesto cartográfico, mas sobretudo enquanto modelo de reflexão estratégica para a criação artística na actualidade e a sua afirmação em sentido lato.

Destinatários

Investigadores e estudantes do Ensino Superior, com relevo para as áreas da Filosofia e da Estética, da História e Crítica de Arte, das Artes Visuais e Performativas, das Ciências Sociais e de áreas projectuais como a Arquitectura, o Design ou o Urbanismo. Revestir-se-á de interesse também para quaisquer agentes e mediadores culturais, sem exclusão de outros profissionais do Desenho Urbano ou da Arte Pública, assim como de um público geral interessado nas questões da produção e da recepção da actividade artística”.

As sessões são abertas ao público. A entrada é livre.

efemero.acontecimento@gmail.com

Informação do Instituto Franco-Português

Junho 23, 2008

O POVO DAS ESTRELAS – Rotas & Rituais | Exposições e conferências | Cinema São Jorge | Padrão dos Descobrimentos | 24 Junho a 3 Julho

 

Escusado falar nas “Festas de Lisboa”, com as sardinhas, as inefáveis marchas, os casamentos do Santo António, o fado nos eléctricos, o Euro, e outros eventos que ocorreram, e que vão ainda acontecer.
Mas o que destacamos agora é a parte do Povo das Estrelas. Dessa sim, apetece hoje escrever.

É nas histórias que está a nossa riqueza, não nos nossos bolsos (provérbio cigano).

Em Portugal, o Dia Nacional do Cigano é comemorado a 24 de Junho, festa de São João Baptista. O Rotas & Rituais começa neste dia tradicionalmente festejado pelo povo das estrelas. A marcar o início do programa inauguram, amanhã, várias exposições. No Padrão dos Descobrimentos, às 18h00, inaugura a exposição de fotografia de Renato Monteiro – “Ciganos do Sul” – com a presença do fotógrafo. No Cinema São Jorge, às 19h30, inaugura também uma exposição de fotografia de Valter Ventura – “Ciganos na Cidade” – e ainda uma exposição de pintura de vários artistas portugueses.

E tudo acontecerá no cinema São Jorge e no Padrão dos Descobrimentos, de 24 Junho a 3 Julho.

Os Ciganos são, ainda nos dias de hoje, alvo de discriminação em Portugal. Oriundos da Índia e com uma cultura própria que se enraíza numa longa tradição, foram sempre considerados gente de fora e, durante muitos séculos, vítimas de perseguições. Deles reza a literatura, o cinema, a história. Geração após geração, este povo nem sempre tem visto os seus direitos reconhecidos e a sua dignidade respeitada.

É a eles, ao Povo das Estrelas, que é dedicado este Rotas & Rituais, e este, nosso,  “post”.

EXPOSIÇÕES | 24 Junho a 3 Julho | Entrada Livre

 
Exposições de fotografia e pintura, e “Mostra de Trajes Femininos Ciganos”, no Cinema São Jorge.

CINEMA | CICLO DE CINEMA TONY GATLIF | 24 Junho a 28 Junho | 22h00

Entrada: 2,00€ | bilhetes à venda na bilheteira do Cinema São Jorge

“A desconfiança é recíproca. De um lado: “Que faz aqui um fotógrafo?”. Do outro: “Como é que serei acolhido?”. Perguntas cruzadas e mudas a precederem a necessária apresentação: nome, profissão e razão da sua presença ali. E qual é? Obter umas imagens sobre as comunidades ciganas por todo o Alentejo e Algarve. Dito isto, a pergunta inevitável: “Mas para quê?
A resposta: “Para mostrar como vivem”. Renato Monteiro

Tony Gatlif (cujo nome verdadeiro é Michel Dahmani) nasce na Argélia em 1948, filho de mãe cigana e de pai árabe. Tony Gatlif descobre o cinema quando o seu professor compra um projector de 16mm e todas as semanas projecta filmes na aula, de Jean Vigo, John Ford, Chaplin…
Quando chega a França, sem nada, nos anos 60, converte-se num vagabundo e experimenta a delinquência e as correcções juvenis, refugiando-se durante o dia nos cinemas dos Grandes Boulevards para dormir. Em 1975, dirige o seu primeiro filme “La Tete en Ruine”, seguindo-se “La Terre au Ventre” (1978), “Corre Gitano” (1981), “Les Princes” (1982), “Rue Du Depart” (1985), “Pleur Pas My Love” (1988), “Gaspard et Robinson” (1990), “Latcho Drom” (1992), “Mondo” (1995), “Lucumi” –
Documentário (1995), “I Muvrini” – Documentário (1996), “Gadjo Dilo” (1997), “Je
suis né d’une Cigone” (1998), “Vengo” (2000) “Swing”(2002), “Exils” (2004) e
“Transilvana” (2006).

A convite da Egeac e do Instituto Franco Português, o realizador Tony Gatlif estará em Lisboa para apresentar o ciclo de 5 filmes que lhe é dedicado.

24 Junho – LES PRINCES 25 Junho – GADJO DIDLO 26 Junho- TRANSYLVANIA-27 Junho EXILS-28 Junho
LATCHO DROM

CINEMA | A SEVERA de Leitão de Barros, 1931 | 1 Julho | 19h00 | Entrada Livre, limitada ao número de lugares da sala.

“Tenho o destino marcado desde a hora em que te vi
Ó meu cigano adorado, viver abraçada ao fado, morrer abraçada a ti”

Ilustrando os costumes populares e a sociedade de 1848, o filme relata as aventuras do jovem cavaleiro e fidalgo D. João, o Conde de Marialva, dividido entre os amores por uma jovem de sangue azul e o sortilégio da insinuante Severa, cigana a quem a lenda consagrou como fadista desditosa.

E há mais, muito mais.

Há música, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no dia 29, há a FANFARE CIORCALIA AND QUEENS AND KINGS no dia 1 de Julho, com canções ciganas, KAL (Sérvia) e BRATSCH (França) no dia 2 de Julho, SON DE LA FRONTERA (Espanha) em 3 de Julho, e conferências, exposições, teatro infantil, ateliers…

Deixamos uma pequena amostra.

Vá ao site.

As fotografias aqui publicadas são da autoria de Renato Monteiro.

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