Programa de Festas

Abril 22, 2009

“A CORDA” – Teatro – Instituto Alemão, em Lisboa – 24 de Abril

Depois da apresentação da peça “A Corda”, no Bacalhoeiro, pelo Grupo de teatro das Três Peças de Woody Allen, segue-se  a sua apresentação no Instituto Alemão, em Lisboa.

Com encenação de Luís Costa, “A Corda” apresentar-se á no próximo dia 24 de Abril, às 19h00, no Instituto Alemão – Campo Mártires Pátria 36 Lisboa, – Telef. 218824510   f: 218850003 – http://www.goethe.de/wm/lis

Setembro 15, 2008

2º aniversário Bacalhoeiro!!! Bacalhoeiro comemora 2 anos em 20 de Setembro!

Filed under: efemérides,sugestões — profestas @ 3:11 pm
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O que começou como uma brincadeira é hoje cada vez mais uma realidade. O colectivo cultural Bacalhoeiro comemora o 2º aniversário no dia 20 de Setembro, no Jardim do Torel.

O verão termina aqui…e ninguém pode faltar a esta mega party que começa às16h00 e termina às 02h00.

16h00 – Feira de Artesanato e animação dispersa

21h00 – FarraFanfarra (orquestra móvel)

21h30 – Cinema erótico dos anos 20 com música ao vivo

                 The good old naughty days – Música de Filipe Raposo (teclas) Hugo        Fernandes    (vioncelo)

22h30 – Tocha Pestana – Os reis do tecno pimba e do turbo punk

00h00 – Kinleidoscop Sky SessionAnimatographo hipnótico

Todos os equipamentos da festa são concebidos pelo Bacalhoeiro numa base ecológica. Os quiosques para a venda de artesanato são feitos ou revestidos com materiais naturais (palhinhas, bambus, estopa, coco e madeiras). Os materiais de sinalização são feitos com materiais reciclados.

O BACALHOEIRO é uma associação cultural, sem fins lucrativos, fundada em 2006 com o objectivo de criar um núcleo de expressão artística em Lisboa, bem como de “conectar” pessoas com interesse nas artes performativas e visuais, através de uma rede de contactos sólida e solidária. O Bacalhoeiro é um espaço de encontro e de expressão artística da cultura urbana lisboeta com uma programação regular, que dedica cada dia da semana a uma disciplina artística diferente.

A associação foi fundada por um grupo de artistas e profissionais das artes do espectáculo com a urgência de proporcionar um espaço alternativo na baixalisboeta.

O Bacalhoeiro conta com cerca de 11.000 associados que representam aprincipal fonte de financiamento da estrutura.

Informação de Sofia Lourenço

comunicacaobac@gmail.com

E nós daqui, antecipadamente já enviamos os nossos parabéns!

Julho 6, 2008

A Máfia não existe – Ciclo de filmes com jantar – Julho 2008

Filed under: cinema — profestas @ 7:48 pm
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A máfia não existe.
Sistema, poder, corrupção nas terras de ninguém

Sempre existiu um equívoco de fundo nas tentativas de definição do que chamamos “máfia”. Pode parecer óbvio, mas é necessário considerar a “máfia” (que, em realidade, seria mais oportuno denominar por máfias), antes que uma organização criminosa, uma organização de poder e um sistema empresarial que se constrói sobre o controlo de um território e incrementa a sua força quanto mais desenvolve a capacidade de estabelecer ligações rentáveis nos mais variados sectores do mercado. Isto evidencia como a sua principal garantia de existência não consta somente nos proveitos das actividades ilícitas, mas nas alianças e colaborações com funcionários do Estado, políticos e também com certos estratos de população. O malentendido está em considerar tais organizações de poder como forças do “Mal”, contrapostas por uma força do “Bem”. Parece mais oportuno utilizar o termo “máfia” para indicar uma maneira de organizar coisas não necessariamente ilícitas, uma forma de pensar, um sistema de valores, bem como culturais. Não é de se surpreender que exista quem creia esta maneira como a mais justa para se relacionar com o mundo.

Propomos neste ciclo um conjunto de filmes italianos – todos menos um produzidos entre os anos noventa e dois mil – que, utilizando dispositivos e formas heterogéneas e, por vezes, não falando directamente de máfia, pretendem abordar o tema controverso das suas ligações com o poder politico, com a comunicação social e, enfim, com a sociedade italiana. Apesar do cinema, principalmente americano, tenha produzido inúmeros filmes de “genro”, as vezes fornecendo uma visão estereotipada da máfia e dos mafiosos, o que se verificou é incrível:

Já não é o cinema a observar o mundo criminal para apanhar os comportamentos mais interessantes. Acontece exactamente o contrário […] O cinema é um modelo de onde descriptografar modos de expressão. Em Nápoles […] os camorristas devem formar-se uma imagem criminal que, as vezes, não têm e que encontram no cinema. [R.Saviano, Gomorra, Mondadori – Strade Blu, Milano, 2006]

Ciclo programado por Adriano Smaldone

PROGRAMAÇÃO

8 de Julho, 22h30

“A memoria”, Ciprì e Maresco, 1996, Itália, 38′, mudo, p/b,V.O. original Italiano, legendas inglês, doc.

“Grazie LiaBreve inchiesta su Santa Rosalia”, Ciprì e Maresco, 1994, Itália, 43′, p/b, V.O. original Italiano, legendas inglês, doc.

E necessário um olhar cínico e lucidíssimo, longe dos lugares comuns e das imagens de postais, para representar aquela grande cidade, entre sonho e resignação, que é Palermo. Estes dois filmes-revelação expressam, como toda obra da dupla de realizadores, um dos olhares mais radicais do cinema contemporâneo. Preto e branco, planos fixos, degradação, detritos: o protagonista parece ser a periferia extrema, a terra de ninguém onde sempre foi lícito especular, o não-lugar governado pelas organizações de poder. Aqui não há nada, senão restos: ruínas de construções, resíduos de linguagem e de crenças, dejectos humanos. A periferia siciliana é, na realidade, a súmula de uma Itália autêntica, que talvez não convenha ver.

15 de Julho, 22h30

“Viva Zapatero!”, Sabina Guzzanti, Itália, 2005, Itália, 98′, V.O. original Italiano, legendas inglês, doc.
A partir da história do programa televisivo RaiOT, o documentário faz uma descrição da situação da liberdade de expressão e de informação em Itália. O programa foi encerrado com um gesto censório pela direcção da TV pública italiana em 2003, a causa das “complicações que originaram os ataques ao Presidente do Governo, Berlusconi, e aos seus colaboradores”. Utilizando excertos televisivos, entrevistas a pessoas evolvidas, jornalistas e personagens que sofreram acções censórias, o filme (que se inspira nos documentários-inquéritos), consegue abrir a reflexão sobre o quadro das ligações entre média e poder político e, enfim, sobre o desconcertante tema do conflito de interesses, do abuso dos poderes na gestão do Governo e na relação entre as instituições em Itália

22 de Julho, 22h30

“I Cento Passi” (Os cem passos) Marco Tullio Giordana, Itália, 1999, 104′, V.O. original Italiano, legendas inglês, fic.

Cinisi, Palermo, anos ’70. Cem passos dividem a casa de Peppino Impastato da casa de Tano Badalamenti, o boss mafioso daquela zona. Cem passos que Peppino, activista de esquerda, jornalista e speaker da rádio Aut, percorre somente para gritar “não” à conivência e à corrupção da geração do seu pai. O corpo de Impastato foi encontrado na linha de comboio Palermo-Trapani, desmanchado com 6 kg de TNT em 1978. O caso foi arquivado como suicídio; vinte anos mais tarde Badalamenti foi imputado como mandante do assassinato. O filme baseia-se em factos verídicos.

29 de Julho, 22h30

“Le Mani Sulla Città” (As mãos sobre a cidade) Francesco Rosi, Itália, 1963, 105′ V.O. original Italiano, legendas espanhol, fic., p/b
Um homem olha para a paisagem e indica os prédios no fundo: “Aquilo é o novo ouro do Sul”. Num bairro popular de Nápoles cai um prédio em obras provocando a morte de dois obreiros e o grave ferimento de uma criança. O empreiteiro é Eduardo Nottola, conselheiro municipal e militante do partido de direita, o que detêm a maioria. Objecto de uma interrogatória para acertar as responsabilidades, Nottola é forçado a abandonar a vida politica para silenciar o escândalo e não comprometer o partido. Mas a ambição do empreiteiro é mais forte dos receios dos seus dirigentes: trocando partido, pelo do centro, consegue ser nomeado vereador e prosseguir o seu projecto de especulação, cujo resultado será o de mudar o rosto da cidade. O cimento é o verdadeiro ouro do Sul. Os empreiteiros de sucesso do Sul fundam as suas fortunas no cimento.

No Bacalhoeiro –  grátis para os sócios cartão de sócio 5eu / ano válido até Out 08

Rua dos Bacalhoeiros, 125 Lisboa

geral@bacalhoeiro.pt. 218864891

 www.bacalhoeiro.blog.com

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