Programa de Festas

Dezembro 6, 2008

Ciclo de Música de Câmara: Trio Jean Paul – Fundação Calouste Gulbenkian

Entre os agrupamentos de câmara de maior prestígio, o Trio Jean Paul opta por uma postura eclética e por uma actividade muito diversificada

trio-jean-paul

Neste recital apresenta-se um dos conjuntos de música de câmara que nos últimos anos mais se têm destacado no panorama musical europeu e internacional, o Trio Jean Paul, agrupamento germânico que nasceu em 1991 e é formado por Eckart Heiligers, Martin Lohr e Ulf Schneider.

Logo após a sua fundação, foram inúmeros os prémios que viriam a receber: em 1993, o Primeiro Prémio no Festival de Osaka; em 1995, também um Primeiro Prémio em Melbourne; e pouco depois a vitória no Concurso de Música Alemã. Naturalmente, a partir destes galardões, a carreira do Trio Jean Paul passou a desenrolar-se nos mais importantes centros musicais e festivais de todo o mundo (Schleswig-Holstein, Lucerna, Braunschweig Classix, Schubertiade de Feldkirch são alguns deles).

O nome do agrupamento constitui uma homenagem ao escritor Jean Paul, o que de imediato sublinhará uma particular afinidade com a música de Robert Schumann – este compositor, de facto, expressou por várias vezes a sua admiração pela obra de Jean Paul, pseudónimo do escritor romântico alemão Johann Paul Friedrich Richter (1763-1825). A actividade do Trio, porém, não se esgota no período romântico, dedicando-se o conjunto, com igual afinco, ao período clássico vienense e também, e não em menor grau, à música contemporânea. A discografia do conjunto prova bem esta afirmação, dado que o Trio Jean Paul já gravou obras de Schumann, E.T.A. Hoffmann, Beethoven, Haydn, Brahms, Roger Smalley, Chostakovich, Wolfgang Rihm e Schönberg. Aliás, refira-se que vários compositores lhes têm dedicado obras. – refiram-se como exemplos os nomes de Brett Dean, Martin Christoph Redel, Michael Denhoff, Gordon Kerry e Albrecht Gürsching.

Paralelamente à sua actividade enquanto trio, o agrupamento tem desenvolvido parcerias artísticas com instrumentistas e maestros de nomeada, entre os quais Hatto Beyerle, do Quarteto Alban Berg, Nikolaus Harnoncourt ou Roger Norrington.

O programa que este agrupamento nos propõe nesta apresentação no Grande Auditório Gulbenkian, em que surgem, lado a lado, obras de compositores de diversas épocas e de várias nacionalidades, é ilustrativo dos alargados interesses musicais do Trio Jean Paul.

No dia 09/12/08, às 19h00 – Grande Auditório – Fundação Calouste Gulbenkian

Eckart Heiligers (Piano)

Martin Lohr (Violoncelo)

Ulf Schneider (Violino)

Joseph Haydn
Trio com piano em Dó maior, Hob.XV:27

Johannes Brahms
Trio com piano N.º 3, em Dó maior, op. 101

Ernest Chausson
Trio com piano em Sol menor, op. 3

PREÇOS:

Plateia A € 20.00
Plateia B € 15.00
Plateia C € 10.00

Fundação C. Gulbenkian

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Dezembro 4, 2008

Leif Ove Andsnes – Casa da Música – 6 de Dezembro

Filed under: clássica — profestas @ 7:52 pm
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“O Porto recebe, mais uma vez, aquele que o New York Times considerou “o mais completo pianista da nova geração”.

Leif Ove Andsnes toca na Casa da Música a 6 de Dezembro.

Apesar de jovem (nasceu em 1970), o músico norueguês já tem um currículo invejável, quer falemos de prémios internacionais, quer da discografia que vem assinando. É particularmente conhecido pelo seu interesse por compositores compatriotas, mas o repertório traduz uma abrangência maior.

Neste concerto, interpreta um programa dominado pelo tema da fantasia. É composto por obras de Beethoven, Schöenberg e Mussorgski.

CASA DA MÚSICA – Porto – Sala Suggia

telef – 220120220

Dia 06-12-2008
Sábado às 18h00

PREÇO – 25€.

SÍTIO OFICIAL
http://www.andsnes.com

Casa da Música

Setembro 30, 2008

CCB: Pedro Carneiro e Orquestra de Câmara Portuguesa – 5 Out. – Grande Auditório

 

HOLLIGER/SCHUMANN/BRAHMS
ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA
PEDRO CARNEIRO DIRECÇÃO

A Orquestra de Câmara Portuguesa inicia da melhor maneira esta sua segunda temporada como “Orquestra em Residência” no CCB.

Sob a direcção de Pedro Carneiro, a força criativa desta jovem orquestra irá interpretar duas das mais belas sinfonias do Romantismo: a 4ª de Schumann (aqui ouvida na sua versão original de 1841, raramente ouvida em Portugal) e a 1ª de Brahms.

A abrir o concerto, o sublime Ostinato Funebre (em primeira audição em Portugal) do suíço Heinz Holliger, um dos mais geniais criadores vivos: uma obra que desafia o ouvinte a “perder-se” na sensualidade do timbre instrumental e de sons da natureza – pedras, areia, folhas secas, água…

Música sublime a não perder, interpretada por alguns dos mais importantes jovens profissionais portugueses – com a vivacidade e virtuosismo habitual da OCP!

DOMINGO | 5 OUT. | 19H | GRANDE AUDITÓRIO | CCB

PROGRAMA
Heinz Holliger (n. 1939)
Ostinato Funebre para pequena orquestra

Robert Schumann (1810-1856)
Sinfonia nº. 4 em Ré menor, op. 120 (versão original, de 1841)

Andante con moto – Allegro di molto
Romanza: Andante
Scherzo: Presto
Largo – Finale: Allegro vivace

Intervalo

Johannes Brahms (1833-1897)
Sinfonia nº. 1 em Dó menor, op. 68

Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro
Andante sostenuto
Un poco Allegretto e grazioso
Adagio – Più andante – Allegro non troppo, ma con brio – Più allegro

Site: Centro Cultural de Belém

Setembro 1, 2008

Festival Expresso Oriente – Culturgest – Música de Este a Oeste

“O espírito do Festival Expresso Oriente sempre foi o de permitir o cruzamento e o confronto entre músicas de raízes diferentes, permitindo assim também o contacto com músicas e linguagens inovadoras, diversas e distantes. Neste espaço têm sido apresentadas obras e compositores de países do Oriente e também de compositores do Ocidente que, de alguma forma, se interessaram por aspectos das culturas orientais e que o fizeram reflectir na sua música(….)”.

“Com um enfoque particular na música de compositores indianos e no universo da Índia, a edição de 2008 do Festival Expresso Oriente apresenta alguns compositores e obras totalmente desconhecidos em Portugal, bem como algumas obras raramente apresentadas.
Um dos pontos altos será o confronto entre Sonatas e Interlúdios (John Cage), escritos sob inspiração da filosofia tradicional indiana e Opus Clavicembalisticum, de Kaikhosru Sorabji, compositor de origem indiana que viveu em Inglaterra; mas também a apresentação da obra de Naresh Sohal, compositor indiano com uma obra vastíssima e internacionalmente reconhecido”.

Informações e reservas
21 790 51 55

Saiba tudo sobre este festival – que se realiza nos dias 27 e 30 de Setembro, e em 2 de Outubro -, no site da Culturgest.

Julho 21, 2008

Concerto Duo Vienalis – Recital de violino e piano – Instituto Franco-Português

Duo Vienalis, recital de violino e piano – Concerto Antena 2, no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS, em 25 de JULHO 2008 às 19h00.

Fundado em 2005, o Duo Vienalis é constituído por Luis Morais (Violino) e Ana Cosme (Piano). Ambos obtiveram a sua formação na Universidade de Música e Arte dramática de Viena, Áustria, onde se encontram ainda no presente, a desempenhar as suas actividades profissionais. Têm-se apresentado diversas vezes em concerto, tanto em Portugal como na Áustria, nomeadamente em comemorações do ano Mozart (2006) e Grieg (2007). O seu repertório abrange obras que vão desde o período barroco até ao Séc. XXI. Programa

Ludwig van Beethoven
Sonata em sol maior Nº8, Op. 30 nº3
Allegro assai
Tempo di Minuetto, ma molto moderato e grazioso
Allegro vivace

Olivier Messiaen
Variações para violino e piano

(intervalo)

Fernando Lopes-Graça
Quatro miniaturas
Prelúdio
Melodia
Mandolinata
Exercício

Sergei Prokofiev
Cinco Melodias, Op. 35
I. Andante
II. Lento ma non troppo
III. Animato ma non allegro
IV. Allegretto leggero e scherzando
V. Andante non troppo

Claude Debussy
Sonata
Allegro vivo
Interméde – Fantasque et léger
Finale – Trés Animé

Entrada livre

Transmissão em directo pela Antena 2 – Instituto Franco-Português – Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63

site do Instituto

Julho 8, 2008

Ciclo Jovens Pianistas – Casa Fernando Pessoa

Recital de piano e flauta, com o pianista Paulo Pacheco e o flautista Nuno Inácio

REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
AULA MAGNA

Recital de Piano e Flauta

QUARTA-FEIRA, 9 JULHO | 16h30

O Recital que terá lugar às 16h30, na Aula Magna, contará com a participação do pianista Paulo Pacheco e do flautista Nuno Inácio que interpretarão Nocturno, de Georges Hüe, e História do Tango, de Astor Piazzollla.

Neste concerto será inaugurado o piano de concerto Petrof, cuja recuperação foi totalmente financiada pela Fundação Amadeu Dias.

ENTRADA LIVRE

Organização e Informações
Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Tel.: +351 210 113 406
Fax: +351 217 963 151
Endereço electrónico: daci@reitoria.ul.pt
Sítio: http://www.ul.pt

Maio 28, 2008

Boris Berezovsky – Piano – Grande Auditório – Fundação Calouste Gulbenkian

Filed under: clássica,piano — profestas @ 8:55 pm
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“Um artista excepcionalmente promissor, um intérprete de virtuosismo estonteante e de formidável poder” – foi assim que o “The Times” descreveu Boris Berezovsky na sua estreia em Londres, em 1998. Está apresentado o grande pianista russo, que regressa à Gulbenkian, Lisboa, a 2 de Junho.

Berezovsky é um pianista de primeira linha a nível internacional. Aos prestigiados prémios que tem vindo a acumular (como a medalha de ouro conquistada em 1990 no Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscovo) junta-se um currículo feito de apresentações regulares com as maiores orquestras mundiais e sob a direcção dos mais prestigiados maestros, bem como um extenso rol de aplaudidas gravações.

(…)
O seu disco dedicado a Ravel foi especialmente recomendado pelas revistas Le Monde de la Musique, Diapason e BBC Music Magazine.

Para a editora Mirare, gravou os Prelúdios de Rachmaninov e uma integral dos Concertos para Piano do mesmo compositor, com a Orquestra Filarmónica dos Urais, sob a direcção de Dmitri Liss. Em Janeiro de 2008 foi lançado um disco dedicado a obras de Chopin.

O concerto á no Grande Auditório – Av. Berna, 45A – telefone 217823700 – Ciclo de Piano. Obras de Medtner, Mussorgsky e Ravel.

Dia 02-06-2008, às 19h00

15€ a 30€.
 

Maio 23, 2008

Focus Nórdico – Orquestra Nacional do Porto – Casa da Música

Conhecida como a “Pastoral Nórdica”, a Terceira Sinfonia de Carl Nielsen tem o cognome de Espansiva (Expansiva) e nela intervêm dois cantores que dão corpo a uma belíssima melodia sem palavras.

O Concerto para violoncelo de Magnus Lindberg foi estreado na Cité de là Musique em Paris, em 1999, por Anssi Karttunen, intérprete de eleição que já se apresentou em duo com o compositor na Casa da Música. O programa abre sob o signo do classicismo com uma das Sinfonias Parisienses de Haydn.

“…uma obra apaixonada cuja estreia londrina beneficiou do violoncelista Anssi Karttunen, um intérprete capaz de persuadir qualquer pessoa a qualquer coisa.” The Sunday Times.

“O concerto é uma peça tipicamente enérgica, com uma excitante parte a solo tocada com autoridade e agilidade pelo dedicatário da obra, Anssi Karttunen.” The Daily Telegraph (sobre o Concerto de Lindberg e Anssi Karttunen).

Hannu Lintu direcção musical
Anssi Karttunen violoncelo
Job Tomé barítono
Liliana Sofia Coelho soprano

Programa:
I
Joseph Haydn Sinfonia n.º 86
Magnus Lindberg Concerto para violoncelo e orquestra
II
Carl Nielsen Sinfonia n.º 3, Espansiva

Sábado | 7 Junho 2008
18:00, Sala Suggia

15 euros

Informação da Casa da Música

 

 

Maio 14, 2008

DIVINO SOSPIRO – HYPOCHONDRIA – Centro Cultural de Belém

Filed under: clássica — profestas @ 7:43 pm
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A 24 de Maio, no Pequeno Auditório do CCB, sob direcção musical de Vittorio Ghielmi, a orquestra em residência no CCB Divino Sospiro apresenta um concerto assente na presença da viola da gamba, instrumento que não aparece com frequência nas salas de concertos portuguesas.

Os duplos concertos para violino e viola da gamba de Vivaldi e Graun mostram as
qualidades tímbricas únicas deste instrumento que, nas mãos de Vittorio Ghielmi,
adquire um virtuosismo e uma dinâmica surpreendentes. Coroando este programa,
estão duas peças instrumentais de grande impacto: a Abertura de Telemann, La Putain,
que podemos inscrever no filão da música “descritiva”; e a sinfonia para cordas de Carl
Philipp Emanuel Bach, um dos testes mais difíceis para uma orquestra barroca. No
meio do programa surge um pequeno intermezzo onde poderemos ouvir “a solo” a voz
encantadora da viola da gamba.

DIVINO SOSPIRO
VITTORIO GHIELMI direcção musical e viola de gamba solista
ALESSANDRO TAMPIERI violino solista

Programa

Georg Philipp Telemann (1681-1767)
Sinfonia La Putain

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para violino, viola da gamba e orquestra em Lá maior, RV 546

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788)
Sinfonia em Dó maior para orquestra de cordas, Wq182/3

Intervalo

Karl Friedrich Abel (1723-1787)
Adagio-Allegro para viola da gamba solo (dal quaderno d’improvvisazioni)

Johan Gottlieb Graun (1702-1771)
Concerto para violino, viola da gamba e orquestra em Dó menor

Co-produção CCB/Divino Sospiro Orquestra em Residência

24 Mai 2008 – 19:00 – c/intervalo – M/12 anos – Pequeno Auditório.

PREÇOS: Plateia 15€ – Laterais 12,50€

CCB

 

Maio 4, 2008

Irmãs Labèque e Orquestra Gulbenkian

 

Na Fundação Calouste Gulbenkian, no Grande Auditório, as pianistas francesas Labèque, Katia e Marielle,  nascidas no País Basco francês e filhas de uma professora de piano italiana, apresentam-se normalmente em conjunto, com uma carreira internacional impressionantem, ao lado das maiores orquestras e dos mais reputados maestros.

 Katia desenvolveu um especial interesse pelo jazz, que a levou a formar uma banda (Katia Labèque Band) e a dedicar grande parte do seu tempo aos circuítos jazz americanos. Miles Davis dedicou-lhe uma música do último disco que gravou, «You’re under arrest».

Desta vez apresentam-se na Fundação Kalouste Gulbenkian, e em dois deles com a orquestra Gulbenkian, com direcção de Lawrence Foster.  

20 de Maio – 19h00 – Katia Labèque (piano), Marielle Labèque (piano)
Claude Debussy (En blanc en noir), Franz Schubert (Fantasia em Fá menor, D.940), Maurice Ravel
(Ma mère l’oye e Rapsodie espagnole)

22 de Maio – 21h00 – Orquestra Gulbenkian, Lawrence Foster (maestro), Katia & Marielle Labèque (piano) – Béla Bartók, Wolfgang Amadeus Mozart

23 de Maio – 19h00 – Orquestra Gulbenkian, Lawrence Foster (maestro), Katia & Marielle Labèque (piano)- Béla Bartók, Wolfgang Amadeus Mozart

Mais informações: Gulbenkian

Abril 26, 2008

Nicholas Angelich – Piano – Fundação Calouste Gulbenkian

Filed under: clássica — profestas @ 9:17 pm
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Nicholas Angelich é considerado um notável intérprete do reportório clássico e romântico. Nascido nos Estados Unidos em 1970, começou a estudar piano aos cinco anos de idade, sob a orientação da sua mãe. Aos treze anos foi admitido no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, onde estudou com Aldo Ciccolini, Yvonne Loriod e Michel Beroff e onde obteve primeiros prémios em Piano, Música de Câmara e Acompanhamento.

Neste concerto, no dia 28 de Abril às 19h00, apresenta um programa composto por obras de Johann Sebastian Bach, Maurice Ravel e Ludwig van Beethoven.

Reservas: 217823000

Abril 21, 2008

Música e Revolução – Casa da Música – de 25 de Abril até 3 de Maio

 

 

 

O pianista Pedro Burmester, director artístico da Casa da Música, recupera, de forma mais abrangente, o tema Música e Revolução, tentando criar um evento “que seja transversal aos vários géneros”, “desde os ‘Madrigais’ de Monteverdi (27 de Abril, 18 horas), à ‘Sagração da Primavera’, de Stravinski (26 de Abril, 18 horas, até ao ‘Prelúdio e morte de Isolda’, de Wagner (25 de Abril, 21 horas)”.

Um programa com sete concertos que vão do jazz e do rock à música erudita, clássica e contemporânea, dedicados “às obras musicais revolucionárias que marcaram um ponto de ruptura na história da música”.

O festival inicia-se, no dia da “Revolução dos cravos”, precisamente com o Poema Sinfónico para 100 Metrónomos (1962), de György Ligeti, uma obra em que cem metrónomos (instrumento usado para medir os compassos da música) – cujo “tic-tac” é regulado com ligeiros desfasamentos – são postos a trabalhar até ficarem sem corda.

Ainda no primeiro dia, há um duplo concerto na Sala Suggia, em cuja primeira parte o Remix Ensemble, sob a direcção de Peter Rundel, vai tocar obras de Karlheinz Stockhausen e Arnold Schönberg e a ONP, dirigida por Christoph König, vai executar obras de François-Joseph Gossec, Claude Debussy e Richard Wagner.

Este concerto, partilhado pelo Remix Ensemble e pela Orquestra Nacional do Porto, reúne obras que revolucionaram a música no século XX.

O concerto seguinte deste ciclo (a 26 de Abril) inclui as obras “Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky, pela ONP, dirigida por Peter Rundel, na segunda parte, sendo a primeira parte preenchida pela obra “A-Ronne”, de Luciano Berio, interpretada pelos Neue Vocalisten Stuttgart.

A “Sagração da Primavera” é possivelmente a obra que melhor representa a combinação do conceito de revolução ao nível estilístico e, simultaneamente, na reacção que provocou no público presente na estreia.

No dia seguinte (a 27 de Abril), os Neue Vocalisten Stuttgart retrocedem três séculos para apresentarem os madrigais de Monteverdi, Gesualdo e Schütz, e na segunda parte deste concerto, mais um salto no tempo, de novo para o século XX e novamente para a obra de Berio (Sequenza V para trombone e Sequenza X para trompete), que explorou as possibilidades expressivas de vários instrumentos levando ao limite o conceito de virtuosismo na execução musical.

O concerto termina com a “Sinfonia de Câmara n.º 11 op.9”, de Arnold Schönberg.

Estão também incluídos neste ciclo dois concertos de jazz, o primeiro a 28 de Abril, por Bernardo Sassetti, em que o pianista, acompanhado pelo saxofonista Perico Sambeat, André Fernandes (guitarra), Paço Charlín (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) tocará temas de três grandes nomes da revolução “bebop” do jazz – Charles Mingus, Thelonious Monk e Charlie Parker.

No dia seguinte, o pianista norte-americano Jason Moran está com o seu octeto na Sala Suggia da Casa da Música, para apresentar, em estreia europeia, a sua obra multimédia “In my Mind: Monk at Town Hall, 1959”.

Dia 30, Rui Reininho e a Companhia das Índias apresentam um espectáculo com 18 temas clássicos da música rock e pop, dos últimos 50 anos que – obedecendo à encomenda da Casa da Música – têm em comum o facto de marcarem rupturas ao longo das últimas décadas.

A selecção de Rui Reininho apresenta uma representação maioritária do rock, desde Elvis Presley, aos Stones, Beatles e Doors, David Bowie e Lou Reed, Iggy Pop e Sex Pistols, mas também inclui a música de intervenção dos espanhóis Aquaviva e do brasileiro Cazuza, líder do mítico grupo Barão Vermelho.

Entre as canções escolhidas estarão “Nightclubbing”, de Iggy Pop, “Anarchy”, dos Sex Pistols, “Poetas Andaluces de Ahora”, dos Aguaviva e “Within You, Without You”, dos Beatles, esta escolhida por ter como autor George Harrison, o Beatle favorito de Rui Reininho.

O festival Música e Revolução encerra dia 03 de Maio, na Sala 2 da Casa da Música, com uma grande referência do rock industrial, a banda alemã Einstürzende Neubauten, que apresenta o seu álbum mais recente, “Alles Wieder Offen”.

Na segunda parte do concerto actua a banda Stol, de Copenhaga, inspirada nas sonoridades do punk electrónico e do dark rock dos anos 80.

A sessão prolonga-se pela noite dentro em mais uma sessão de Clubbing, em que participam Baby G, um dos mais conhecidos DJ`s de Barcelona, o duo anglo-sueco Punks Jump Up, DJ Kitten, Eugene Kovax + Christof Dienz, o artista multimédia Vítor Joaquim, os Green Machine e Motornoise.

Na Sala Roxa, Álvaro Costa apresenta “Jagger, o Diabo e Jean-Luc Godard”, uma referência aos filmes controversos do cineasta francês no final da década de 60: “One Plus One” e “Sympathy for the Devil”.

Além dos bilhetes individuais, a Casa da Música oferece o conjunto dos bilhetes para os sete concertos deste festival com 50% de desconto, ou, em alternativa, quatro concertos à escolha com 25% de desconto.

7 concertos: 50% de desconto
4 concertos à escolha: 25% de desconto

Ver informação detalhada em Notícias – Lusa, e na Casa da Música – informações pelo telefone  220 120 220 ou info@casadamusica.com

Abril 14, 2008

Dias da Música em Belém

Filed under: clássica — profestas @ 1:53 am
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 Para a sua segunda edição, a realizar entre 18 e 20 de Abril, o festival DIAS DA MÚSICA EM BELÉM elegeu como fio condutor “Duos, Trios, Quartetos e outras boas companhias”.

Evolução natural a partir da atenção dada ao piano como instrumento solista na edição de 2007, a proposta temática para este ano permitirá reunir em Lisboa um conjunto excepcional de músicos e formações de câmara.

Por volta de 1815, em Viena, cidade imperial que era, a todos os títulos, a capital da música que se fazia na Europa, tornaram-se célebres os saraus musicais promovidos e animados por Franz Schubert, que ali nascera em 1797 e começara a sua carreira de compositor pouco antes, por altura da morte de Haydn e do célebre concerto de Dezembro de 1808, levado a efeito por Beethoven. Essas sessões musicais, onde o piano e a voz, primeiro, e depois, os instrumentos que Haydn e Mozart tinham cristalizado como a formação ideal do quarteto de câmara, se juntavam para fazer música, rapidamente se tornaram conhecidas como Schubertiade (ou Schubertíadas, como, com ressonâncias olímpicas, lhes chamamos hoje em português).

O recuo histórico permite-nos hoje assumir simbolicamente as Schubertíadas desse tempo com um ponto de viragem na história da música de câmara: o momento em que a música sai dos salões aristocráticos, das salas de música palacianas dos Estérházy, dos Lobkowitz e dos Razumovsky, para o salão da casa burguesa, porque era nesse meio que o tímido, introspectivo e perfeccionista Schubert se sentia à vontade. Schubert promovia essas sessões acima de tudo pelo prazer de fazer música, pelo prazer de tocar em conjunto. Como não era funcionário de ninguém, foi a esse mercado de amigos, mais ou menos influentes (e de outros amadores de música que tinham acesso às suas composições), que ele confiou o sucesso (aliás, pouco gratificante do ponto de vista material) da sua carreira de compositor e músico; e como a música não era para ele um campo de batalha, era aí que ela, prodigiosamente fluente e imaginativa, melhor se revelava e o revelava.

Esta segunda edição dos Dias da Música em Belém procura retomar esse espírito de convívio e fruição colectiva quase íntima, quase cúmplice, ao propor ouvir um panorama da música de câmara da tradição ocidental em Duos, Trios, Quartetos e outras boas companhias.

Começámos, em 2007, com o piano, o instrumento solista por excelência; abordamo-lo ainda, nesta edição, em duo ou a quatro mãos, mas aqui e além deixamo-lo, porque a voz de outros instrumentos – o violino, o violoncelo, os instrumentos de sopro – aponta outras formações, que constituem outras tantas declinações do que se convencionou chamar música de câmara: formações de dois ou mais instrumentos, até um limite de dez. Aqui ouviremos, para lá das que o título aponta, ainda quintetos, sextetos, septetos e um surpreendente octeto de violoncelos que demonstra, com exuberância, a expressividade singular de um agrupamento de instrumentos idênticos. A atmosfera “camarística” de algumas das salas do CCB onde terão lugar muitos dos concertos programados ajudará certamente a entrar no espírito do festival, porque esta música vive da comunicação que se estabelece entre proximidades físicas e afinidades estéticas. E o jazz, que é música de encontro e diálogo, tem nesta edição participação relevante, prolongando as “ondas” que se vão gerando nas diversas salas do CCB adaptadas para estas jornadas musicais.

No Grande Auditório, as cumplicidades são mais amplas: é aí que ouviremos cinco orquestras de câmara, entre as quais a English Chamber Orchestra e a Neue Hofkapelle de Munique, uma e outra em primeiras actuações que esperamos venham a repetir-se em futuras edições dos Dias da Música em Belém. E aí teremos grandes solistas em diálogo com as orquestras, por vezes a três (como no emblemático Triplo Concerto de Beethoven, que encerra o concerto inaugural), outras vezes a dois (como na Sinfonia Concertante de Mozart para violino e viola). Ou então, em encontros inesperados, como a “estreia” de Bernardo Sassetti com um trio de jazz de formação invulgar (acordeão, trompete, contrabaixo) o Will Holshouser Trio; ou a primeira apresentação entre nós do sensacional sexteto liderado pelo virtuoso do violino (clássico, de jazz, de música cigana…) Roby Lakatos. De Bach a Thierry Pécou, de Handel a Piazzola, de Boccherini a Philip Glass, de Avondano a Nuno Corte-Real, a mini-maratona que é esta segunda edição dos Dias da Música em Belém proporcionará aos milhares de espectadores música composta nos últimos quatro séculos – e para todos os gostos. Naturalmente, em boa, em muito boa companhia.

ANTÓNIO MEGA FERREIRA

PREÇOS
6€ por concerto (no Grande Auditório as galerias são a 4€)
3€ por concerto para as famílias
3€ entrada no recinto (com acesso exclusivamente às actividades paralelas)

Site: CCB

Abril 13, 2008

«Prima la musica, poi le parole?» – Ars Integrata Ensemble no Palácio Foz

O Ars Integrata Ensemble apresentou um recital poético-musical, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, no passado dia 5 de Abril. Sala cheia para ver e ouvir um projecto original, bem conseguido. Aqui fica a reportagem fotográfica.

David Zink (direcção artística, piano e sintetizadores)

Júlia Lello (poeta e diseur)

Jorge Castro (poeta e diseur)

Maestro Victor Roque Amaro do Coro Corelis

Coro Corelis

David Zink

Coro Corelis

Jorge Castro

Coro Corelis

Dança final…

Abril 4, 2008

Maria João Pires – Casa da Música – 13 de Abril

Filed under: clássica — profestas @ 1:17 am
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Maria João Pires, aquela que se sente, que se revela, vai estar no dia 13 Abril, às 18h00, na Sala Suggia -Casa da Música – com o violoncelista russo Pavel Gomsiakov.

“A estreia de Maria João Pires na Casa da Música representa um dos momentos altos da programação de 2008. A sua carreira internacional iniciou-se em 1970 depois de vencer o Concurso Internacional Beethoven, em Bruxelas, período após o qual encetou uma actividade concertista notável. O contrato exclusivo com a prestigiada editora discográfica Deutsche Grammophon, celebrado em 1989, veio consagrar o lugar da pianista entre os melhores intérpretes do mundo e deu novo incremento à sua actividade.

Num programa repleto de obras célebres do repertório para piano a solo, Maria João Pires revela a sua paixão pela música de câmara ao acompanhar o violoncelista russo Pavel Gomsiakov na interpretação da Sonata Arpeggione de Schubert.

“Maria João Pires está entre os mais eloquentes mestres-músicos do nosso tempo.” Gramophone


25 EUR

Obras de:
Domenico Scarlatti
Enrique Granados
Franz Schubert
J. S. Bach
L. van Beethoven

Site : Casa da Música

Março 31, 2008

Recital de Canto e Piano no Palácio Foz

tânia valenteRealiza-se amanhã, dia 1 de Abril, no Palácio Foz em Lisboa, um recital de canto e piano com Tânia Valente, soprano, e Pedro Vieira de Almeida, piano. Vão ser interpretadas obras de Schubert, Brahms, Debussy, Fauré, Mozart, Menotti e Britten.

Local: Palácio Foz, Lisboa
Hora: 20h30

Informação Expresso Cartaz
Foto de Tânia Valente

 

 

 

 

 

 

 

Março 10, 2008

Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa

A Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa (NOSL) e o seu coro, iniciaram a actividade com a interpretação da Missa de Requiem de Giuseppe Verdi, no dia 1 de Novembro de 2007, na Aula Magna da Reitoria da Universidade, em Lisboa.

O nascimento desta orquestra e do coro, surgiu da vontade, de um pequeno grupo de pessoas independentes, de promover a música em Portugal, tanto ao nível de grandes concertos sinfónicos, como de recitais de canto e instrumento, priviligiando a qualidade de execução.

A NOSL é uma organização independente que tem por objectivo apresentar, em todos os estilos de música, uma alternativa à já existente, mediante a apresentação de grandes obras, bem como na promoção de obras menos conhecidas mas de extrema riqueza musical. Tem ainda a pretensão de divulgar e lançar  intérpretes nacionais e estrangeiros, no âmbito do intercâmbio internacional.

Numa primeira fase, pretende apostar na divulgação musical na cidade de Lisboa, embora seja sua intenção alargar o espaço geográfico de actuação da NOSL e seu coro a outras zonas do país e inclusivamente procurar intercâmbios internacionais, possibilitando a presença de músicos portugueses além fronteiras, assim como a promoção de músicos de outros países no nosso espaço geográfico.

Neste momento a NOSL é constituída por cerca de 80 elementos, tendo como maestro titular Albertino Monteiro. Na temporada 2007-2008 é objectivo da NOSL prestar uma homenagem a um grande violinista português ainda em actividade: Vasco Barbosa, que assume o papel de concertino em todos os concertos sinfónicos da NOSL.

Faz também parte deste projecto a realização de masterclasses (época de verão) com intérpretes nacionais e estrangeiros, permitindo a todos os interessados, o aperfeiçoamento com acesso à formação específica que será promovida nessas acções.

PROGRAMAÇÃO DE MARÇO

O guitarrista português Eurico Pereira venceu a Competição Internacional de Música de Londres 2007, uma iniciativa do Anglo-Czechoslovak Trust que decorreu a 23 e 24 de Junho na capital britânica.
(…)
Eurico Pereira iniciou os estudos de guitarra aos 9 anos e foi o único aluno a obter nota 20 no exame final do Conservatório de Lisboa, tendo continuado a estudar na Universidade de Évora.

Em 2002, foi lançado um álbum intitulado “4 Compositores Portugueses”, com peças executadas pelo músico de obras que lhe foram dedicadas por prestigiados compositores.

O guitarrista foi convidado para frequentar a Academia Real de Música em 2003, com uma bolsa completa, pela direcção das Escolas Reais de Música, tendo-se tornado aluno do mestre da guitarra Michael Lewin.

Participou em vários festivais no estrangeiro e, mais recentemente, fez uma digressão por Portugal, com o patrocínio da Fundação do Oriente.
Lusa

Nos dias 14 e 15 de Março, pelas 21.30, irá ser executado o “Concerto de Aranjuez”, de Joaquin Rodrigo, para guitarra e orquestra, interpretado pelo guitarrista. Ainda nestes dois dias, e na segunda parte do concerto, será apresentada a Sinfonia nº 1 de Mahler, vulgarmente conhecida por “Titan”.

Segue-se, entre os dias 16 e 23 de Março, inclusivé, uma temporada dedicada à Semana Santa onde serão, em cada um dos dias, executadas diferentes obras seleccionadas do reportório sacro, que serão dirigidas pelo Maestro Albertino Monteiro:

– Dia 16 Março – Paixão seg. S. João
– Dia 17 Março – Requiem Mozart
– Dia 18 Março – Requiem Mozart
– Dia 19 Março – Requiem Verdi
– Dia 21 Março – Requiem Alemão, Brahms
– Dia 22 Março – Requiem Alemão, Brahms
– Dia 23 Março – Sinfonia nº 2 de Mahler

Março 6, 2008

“Música japonesa encontra música portuguesa em Lisboa” – 7 de Março

Na Igreja Evangélica Alemã de Lisboa, a Orquestra de Câmara de Tóquio, dirigida por Hitomi Sugawara, incentiva a ligação musical entre Portugal e o Japão.

Um concerto em que serão interpretadas as obras de Wolfgang A. Mozart – extractos da ópera “As Bodas de Fígaro”; Vincent d’Indy – Canções e danças; Louis Andriessen – Sinfonia dell’arte e Baladas populares japonesas; Giuseppe Verdi – extractos da ópera “La Traviata”; Sérgio Azevedo – Symphonie pour neuf instruments à vent (estreia absoluta).

É amanhã, dia 7 de Março, às 21h00.

E a entrada é livre.

Fevereiro 23, 2008

Festival Suggia no Porto – Casa da Música

A Casa da Música, com a Orquestra Barroca da Casa da Música, termina amanhã, dia 24 de Fevereiro, um ciclo de seis concertos com algumas das mais belas obras para violoncelo.

Trata-se de um festival de homenagem a Gulhermina Suggia, nascida no Porto em 1885, uma violoncelista profissional e um orgulho para a cidade e país onde nasceu.

Também participam o Quarteto Remix e a Orquestra Nacional do Porto.

José Augusto Pereira de Sousa – violoncelo
Oliver Parr – violoncelo
Jonathan Ayerst – piano

Programa:

Pedro de Araújo Obra de 1.º Tom Sobre a Salve Regina Fantasia de 4.º Tom
Alexander Scriabin Sonata n.º 9, “missa negra”, op.68
Johann Sebastian Bach Suite para violoncelo n.º 1, em Sol maior, bwv 1007
Mário Laginha Sonata (2º andamento)
Krzysztof Penderecki Capriccio per Siegfried Palm’
Winold Morin Parable of the Old Man and the Young Man’

Consultar a Casa da Música

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