Programa de Festas

Dezembro 6, 2008

Oscar Niemeyer – “O poeta da arquitectura brasileira que fez uma cidade de betão e utopia”

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oscar

Foto: José Manuel Rodrigues, vista aqui.

Lê-se hoje, no Diário de Notícias, do jornalista  Marcos Cruz, um texto sobre este poeta da arquitectura.

Oscar Niemeyer, um “Homo saeculum”, acompanhando, no clube dos centenários famosos, Manoel de Oliveira, Elliot Carter e Claude Lévi-Strauss.

Não é o ângulo recto que me atrai
Nem a linha recta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que atrai é a curva livre e sensual,
a curva que encontro nas montanhas
do meu país,
no curso sinuoso dos seus rios,
nas ondas do mar,
no corpo da mulher preferida.
Das curvas é feito todo o universo.
O universo curvo de Einstein”.

“Oscar Niemeyer é o mais velho dos génios criativos em actividade. Faz, no próximo dia 15, 101 anos. O Rio de Janeiro trouxe-o ao mundo, ele trouxe ao mundo a utopia de Brasília. Projectou os principais edifícios da cidade inaugurada em 1960 por Juscelino Kubitschek (e, entre muitos outros, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói), foi Prémio Pritzker em 1998 e ficou para a história como um dos maiores nomes da arquitectura moderna, um poeta do betão armado, justificando o epíteto de grande artista que muitos dos seus admiradores lhe consagram.
Os detractores, pelo contrário, criticam-lhe a ingenuidade e a incoerência. Polémica não faltou, aliás, à vida deste comunista que, paradoxalmente, foi alcunhado de “arquitecto oficial” pelo prestígio averbado junto do poder político.

Pois Oscar Niemeyer é obra viva. Assim na arquitectura como na palavra.

Sobre si mesmo: ” Não me sinto importante. Arquitectura é o meu jeito de expressar os meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com optimiosmo. Eu não quero nada além da felicidade geral”.

Diário de Notícias

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Março 13, 2008

MANOEL DE OLIVEIRA NO LUGAR DOS RICOS E DOS POBRES NO CINEMA E NA ARQUITECTURA EM PORTUGAL

Confirma-se a presença do realizador Manoel de Oliveira no debate que se seguirá à última sessão do Ciclo “O LUGAR DOS RICOS E DOS POBRES NO CINEMA E NA ARQUITECTURA EM PORTUGAL”, amanhã, dia 14 de Março, às 21:30, na Cinemateca Portuguesa.

Na sequência do que temos vindo a divulgar sobre o tema,  este acontecimento integra-se no Ciclo de filmes que agora termina, numa colaboração entre o Núceo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da U.T.L. e a Cinemateca Portuguesa.

Qual tem sido, em Portugal, o lugar dos ricos e dos pobres no Cinema? Qual vai sendo o lugar dos ricos e dos pobres na Arquitectura? Como é que o Cinema pensa e olha essa Arquitectura? Pode a Arquitectura pensar e construir-se também a partir desse Cinema?”

E na sexta feira, a Cinemateca Portuguesa acolherá Manoel de Oliveira – e outros convidados – após a exibição do seu filme, “O PASSADO E O PRESENTE”.

O PASSADO E O PRESENTE
de Manoel de Oliveira
com Maria de Saisset, Bárbara Vieira, Pedro Pinheiro, Manuela de Freitas, Alberto Inácio, António Machado, Duarte de Almeida, José Martinho
Portugal, 1971 – 115 min
Adaptado de uma peça de Vicente Sanches, O PASSADO E O PRESENTE é um dos mais discutidos filmes de Oliveira e um dos seus trabalhos mais próximo do humor feroz de Luis Buñuel.

Uma sátira social sobre uma mulher obcecada pelas memórias dos maridos defuntos e que não consegue amar os maridos vivos. A morte do segundo vem fazer reviver uma série de situações, juntando o macabro e o grotesco.

Sex. [14 de Março] 21:30 Sala Dr. Félix Ribeiro – Cinemateca Portuguesa.

Informação do Arq. José Neves, José Neves, Coordenador do Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa

A não perder.

Março 5, 2008

RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA – Cinemateca Portuguesa

Integrado no Ciclo de cinema organizado pelo Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da U.T.L. e pela Cinemateca Portuguesa, que aborda as ligações entre a arquitectura e o cinema e o “lugar dos ricos e dos pobres” nesse universo (ver aqui), é exibido na Cinemateca, no dia 7 de Março, às 21:30 – Sala Dr. Félix Ribeiro – o filme RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, de João César Monteiro.

Como intérpretes, também João César Monteiro, e Manuela de Freitas, Teresa Calado, Luís Miguel Cintra, Ruy Furtado, Henrique Viana e Sabina Sacchi
Portugal, 1989 – 119 min.

RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, “uma comédia lusitana”, marca o nascimento de João de Deus, personagem cáustica e poética que só João César Monteiro poderia interpretar. À primeira vez, saído de um manicómio para divagar diletante por Lisboa e “lhes dar trabalho”, João de Deus encanta-se com uma menina que toca clarinete, passa uma noite de amor sob o olhar de Stroheim em imagem pregada na parede em cima da cama da pensão e transfigura-se em criatura das trevas como Nosferatu no fim do filme.

Estarão presentes Margarida Gil, Manuela de Freitas, Joaquim Pinto e João Pedro Bénard.

Fevereiro 20, 2008

Oscar Niemeyer no Museu da Electricidade – Cem fotografias de Leonardo Finotti

Uma exposição no Museu da Electricidade, em Lisboa, que comemora os 100 anos do arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer.
Podem apreciar-se cem fotografias de outros tantos trabalhos de Niemeyer, da autoria do fotógrafo Leonardo Finotti ao longo do ano em que o arquitecto brasileiro completou 100 anos de idade.

À exposição, comissariada por Michelle de Castro, foi dado o título de “100 fotos, obras, anos de Oscar Niemeyer”, e pode ser visitada até 2 de Março.

O olhar do fotógrafo sobre a obra do arquitecto. Dois talentos, dois mestres.

Leia mais aqui, na EDP.

Fevereiro 17, 2008

O LUGAR DOS RICOS E DOS POBRES NO CINEMA E NA ARQUITECTURA EM PORTUGAL

Desde sempre no Cinema, como no mundo – nos quartos, nas casas e nas cidades-, os ricos e os pobres tiveram os seus lugares, mais ou menos nítidos: da fábrica de onde saem os operários dos irmãos Lumière ao Xanadu do CITIZEN KANE; dos “lugares de miséria atrás de magníficos edifícios” dos olvidados de Buñuel à Paris dos burgueses discretamente encantadores; da vila dos pescadores de LA TERRA TREMA às villas das condessas, reis e príncipes de Visconti; dos albergues dos pobres de Preston Sturges aos hotéis de luxo de Lubitsch; dos borgate dos sub-proletários de Pasolini aos subúrbios das famílias remediadas de Ozu; das ruas da vergonha de Mizoguchi aos becos e ruelas do ANJO AZUL; da casa da mãe siciliana de Huillet e Straub à Versalhes do Rei Sol de Rossellini; das roulottes dos lusty men de Nicholas Ray à FAT CITY de John Huston; do quarto alugado da rapariga da mala de Zurlini ao palácio dos seus amantes; dos lugares dos criados e dos senhores de Jean Renoir a todos os lugares de Chaplin…

Qual tem sido, em Portugal, o lugar dos ricos e dos pobres no Cinema? Qual vai sendo o lugar dos ricos e dos pobres na Arquitectura? Como é que o Cinema pensa e olha essa Arquitectura? Pode a Arquitectura pensar e construir-se também a partir desse Cinema?                                                             

Foram estas questões que levaram o Núcleo de Cinema da Faculdade de Arquitectura da U.T.L. a propor à Cinemateca Portuguesa a realização de um Ciclo de doze filmes, a exibir quinzenalmente entre Outubro de 2007 e Março de 2008.
Escolhidos pelo Núcleo, estes são alguns dos filmes mais marcantes que se fizeram em Portugal nos últimos cinquenta anos e, ao mesmo tempo, filmes em que este assunto se encontra reflectido de forma sempre preponderante: dos VERDES ANOS, de Paulo Rocha, à JUVENTUDE EM MARCHA, de Pedro Costa, do BELARMINO, de Fernando Lopes, às RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, de João César Monteiro, dos TEMPOS DIFÍCEIS, de João Botelho, ao PEIXE LUA, de José Álvaro Morais, dos BRANDOS COSTUMES, de Seixas Santos, ao AGOSTO, de Jorge Silva Melo, de UMA RAPARIGA NO VERÃO (foto acima), de Vitor Gonçalves, a TRÁS-OS-MONTES, de António Reis e Margarida Cordeiro, de LONGE DA VISTA, de João Mário Grilo a O PASSADO E O PRESENTE, de Manoel de Oliveira.
E, para continuar o que este Núcleo procura fazer desde que surgiu, em 2005, – aprofundar as relações entre o Cinema e a Arquitectura – o realizador de cada filme, sempre que possível, estará presente no fim de cada sessão para conversar com o público e com um arquitecto convidado, cujo trabalho, reconhecido, tenha passado também, e hoje muito nitidamente – como sempre? –, por pensar e projectar os lugares dos ricos e dos pobres em Portugal.

UMA RAPARIGA NO VERÃO de Victor Gonçalves
com Isabel Galhardo, Diogo Dória, José Manuel Mendes
Portugal, 1986 – 82 min
Foi uma das melhores surpresas do cinema português dos anos 80 e, até à data, o único filme para cinema de Victor Gonçalves. Revelou Isabel Galhardo e é também o único filme da actriz. Um filme sobre a vida que passa, num dos mais perturbantes e sinceros retratos intimistas do cinema português, que quem viu não esquece.

Sex. [22 de Fevereiro] 21:30 Sala Dr. Félix Ribeiro

Com a presença de Victor Gonçalves
e do Arq. Duarte Cabral de Mello

Informação do Arquitecto José Neves
Coordenador do Núcleo de Cinema
da Faculdade de Arquitectura
da Universidade Técnica de Lisboa

Ver mais informações sobre a Cinemateca Portuguesa, aqui

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