Programa de Festas

Janeiro 17, 2009

Próxima semana no Chapitô!!

Filed under: música,teatro,tertúlias — profestas @ 9:26 pm

Após um intervalo (forçado…), voltamos! E começamos com o Chapitô. Reparem nesta programação e digam lá se não vale a pena!

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E mais…

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A Tempestade pela Companhia do Chapitô . A última criação da Companhia do Chapitô é uma comédia visual baseada na peça de William Shakespeare

Costa do Castelo 1/7
1149-079 Lisboa
Tel – 218 855 550
http://www.chapito.org/
chapitoblog.blogspot.com

4 comentários »

  1. Saudades. As tuas actualizações fizeram muitaaaa falta… beijos. marisa

    Comentar por marisa — Janeiro 17, 2009 @ 10:47 pm | Responder

  2. Concordo plenamente! Costumava vir cá todos os dias “roubar” ideias para o Gratuito =) Claro que os vossos créditos são referidos! Obrigado pelo vosso incansável trabalho! Parabéns =)

    Comentar por Ana Paula — Janeiro 18, 2009 @ 7:28 am | Responder

  3. Painel Crítico
    ——————————————————————————–

    O SAPATO DO MEU TIO
    Cia do Meu Tio
    Salvador / BA

    Bravo! Bravo! Bravo!

    O quinto espetáculo do Janeiro Brasileiro da Comédia veio para provocar. No início, antes mesmo de iniciar a encenação, o público é surpreendido com o tempo do espetáculo, uma hora e quarenta minutos. A platéia se inquieta. Com o desenrolar da história a platéia é novamente surpreendida com uma comédia que une amor e ódio, dor e paixão, choro e riso. Como é bom estar “bem vivo” para poder assistir a um espetáculo com estas características. Ter a possibilidade de apreciar dois atores em cena que conseguem levar suas personagens ao extremo e nos dão a nítida impressão que o que assistimos é real. O teatro que se coloca no palco sem medo de ser o que é. O teatro que está a serviço do “maravilhoso”, como nas belas histórias contadas por mambembes medievais, segundo os mais relevantes estudos de Jacques Le Goff. O teatro que é tão generoso com o público que dispensa palavras. Depois de quinze anos poder ver em cena novamente o ator Lucio Tranchesi é arrebatador. Conhecer Alexandre Luis Casali é emocionante. Ou seja, dois seres humanos que podem bater no peito e gritar: Somos Atores. Com “A” maiúsculo. “O sapato do meu tio” é um trabalho de sutilezas, que não tem pressa para nos contar sobre esta relação entre tio e sobrinho. Tudo está no lugar certo, desde as bugigangas na carroça até as ações que se desencadeiam. Os atores sabem o lugar de cada gesto, de cada olhar, de cada toque e usando a linguagem teatral, nenhuma ação é gratuita. Temos o teatro na sua essência. O “silêncio” é mais uma personagem. Sim, ele está no trabalho para destacar cada momento e se torna uma arma poderosa. Ao meu olhar, o silêncio é “escada” para os atores, bem ao gosto do mundo do palhaço. O palhaço. Assistimos em “O sapato do meu tio” uma aula de palhaçaria. O palhaço em todas as suas mazelas. Tivemos diante dos nossos olhos uma mostra do ser humano na sua completude. Não é só um espetáculo sobre palhaços, é muito mais do que isso, temos um exemplo de humanidade. Quando o trabalho inicia, já somos levados a compreender que estes tio e sobrinho já vem de uma relação de conflitos e de amor um pelo outro que não se revela num primeiro momento, mas que está ali, necessitando apenas aflorar. Quero destacar, também a primorosa direção de “O sapato do meu tio”. João Lima consegue dar forma a um espetáculo difícil, que não abre concessões. Repito que nada está em cena por acaso. Figurinos, cenário, iluminação e trilha sonora são exemplos claros de que são elementos constitutivos e orgânicos do espetáculo e não simples ilustrações desnecessárias. Temos em cena mais do que um espetáculo, o que nos passa diante dos olhos é uma “poesia cênica”. O dramaturgo norueguês Henrik Johan Ibsen que faleceu no início do século XX (1906), havia dito que antes de morrer deixaria ao mundo uma poesia e não mais um texto teatral. Já bastante doente em 1899 entregou a um amigo sua última obra, a peça “Quando despertarmos de entre os mortos” e disse: “Esta é minha poesia”. E era. A Cia do Meu Tio de Salvador/BA pode dizer que já mostrou ao mundo a sua poesia. Diferente de Ibsen aguardamos ansiosos a próxima. Ensinar é uma arte e no caso do palhaço é a garantia de sua perpetuação. Há um ditado chinês que muito exemplifica a função primordial do ensinar: “Só é possível alcançar a eternidade passando o nosso conhecimento a alguém!” É isso que o tio faz. Para o bem da humanidade é isto que ocorre com os mestres da palhaçaria. Serão eternos. Utilizar o sapato como o cetro, ou melhor, como a representação do conhecimento que se perpetuará é singelo, lúdico e essencialmente generoso. É de tirar o fôlego. Quero agradecer a Coordenação do Janeiro Brasileiro da Comédia, em especial ao Jorge Vermelho, por ter me propiciado assistir estes cinco importantes trabalhos para o teatro brasileiro e poder continuar acreditando que existem grupos preocupados em pesquisar a comicidade com muita seriedade e sem os apelos nefastos do mercado do riso. Vida longa a Cia Sapato do Meu Tio! Vida longa aos Mestres da Palhaçaria! Vida longa ao Janeiro Brasileiro da Comédia!

    Lourival Andrade

    Comentar por Gal Rocha — Março 4, 2009 @ 7:30 am | Responder

  4. Desculpe-me, pensei que apenas enviaria essa peça de teatro para apreciação do grupo. Vejo agora que cometi a indiscreção de “entrar” em outro espetáculo sem pagar. Perdãoooooooo…

    Comentar por Gal Rocha — Março 4, 2009 @ 7:32 am | Responder


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