Programa de Festas

Dezembro 2, 2008

Pedro Jóia e Orquestra de Câmara Meridional – Casa da Música, Porto

“Depois de quatro discos em nome próprio, Pedro Jóia decidiu trazer para a actualidade a música composta por Armandinho.

No concerto de quarta-feira, às 22 horas, na Casa da Música, no Porto, evocará também Carlos Paredes e Paco de Lucia.

O CD “À Espera de Armandinho” consiste na interpretação de transcrições para guitarra clássica de obras originais compostas por aquele célebre compositor, para muitos considerado o pai da guitarra portuguesa. Com o disco, Pedro Jóia recebeu, no ano passado, o “Prémio Carlos Paredes”. Por isso, não é de estranhar que no programa de amanhã constem algumas das obras incluídas no seu mais recente trabalho.

Assim, Pedro Jóia promete uma viagem pelas suas origens como músico e compositor, homenageando dois dos mais importantes guitarristas – Carlos Paredes e a mais recente descoberta do músico, Armandinho. “Na primeira parte do espectáculo, à excepção de um original, irei interpretar temas dos dois compositores e instrumentistas que mais admiro: Carlos Paredes, que já havia homenageado no disco editado em 2001, intitulado “Variações sobre Paredes”, e Armandinho, que evoco no meu mais recente trabalho”, adiantou o músico.

Após o intervalo, o solista surgirá em palco acompanhado pela Orquestra de Câmara Meridional.

Neste caso, a música de sua autoria e obras de dois guitarristas da sua predilecção, Carlos Paredes e Paco de Lucia, preencherão parte do espectáculo.

“A música de Paco de Lucia é para uma linguagem muito presente. E não quero abdicar nunca disso, apesar de, ultimamente, tocar cada vez mais música portuguesa. A verdade é que sou um profundo apreciador da guitarra flamenca e dos grandes guitarristas do flamenco”, explica.

Por outro lado, recorda que foi através da guitarra de Carlos Paredes que começou, aos poucos, a entrar no universo da guitarra portuguesa. “Foi isso que me levou, mais tarde, à descoberta do Armandinho, um guitarrista que, nos anos 20 e 30 do século passado, marcou profundamente o panorama da guitarra portuguesa. Era um homem muito inventivo. Se ele hoje existisse, seria, com certeza, um enorme instrumentista, com uma grande carreira internacional”.

Para Pedro Jóia, “a música instrumental terá sempre o seu espaço”, mas o músico lamenta “que ela ainda não chegue a um público mais alargado e que não passe mais na rádio, por exemplo”.

Quarta | 3 Dezembro 2008 – Casa da Música
22:00, Sala Suggia
15 EUR

sites: Jornal de Notícias

Casa da Música

Pedro Jóia

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