Programa de Festas

Agosto 1, 2008

Diana Krall – A opinião de um dos nossos leitores

Filed under: diversos,festivais,sugestões — profestas @ 9:19 pm
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Sobre o “post” que colocámos aqui, acerca do espectáculo de Diana Krall, um dos nossos leitores exprimiu a sua opinião, que entendemos merecer um especial destaque.

A forma objectiva e cuidada com que expôs o seu ponto de vista, merece ser lida. Não como um “juízo de valor”, que muitas vezes se confunde, e mistura, com as chamadas críticas “destrutivas”, conceito sem significado relevante, ou mesmo nenhum. A crítica deve ser alheia a tais estereotipos.

Esta é uma delas. Ou nem isso. É um modo de ver, e de transmitir uma aventura vivida numa noite de música.

E com um notável espírito de humor!

“Lamentável.
Performance mediana dela, muito boa dos músicos. Lamentável a da produção do espectáculo.

O Cool Jazz Fest começou por ser algo intimista que se compadece com os artistas em cartaz. Nas últimas edições transformou-se num mega-evento que já não cabe na bela envolvência onde se insere.
Nesta sessão a minha surpresa ao deparar-me com o caos pleno quando cheguei às redondezas do festival e não havia um local para estacionar. Os parques reservados para o evento tinham seguranças à entrada, orgulhosamente fazendo que não e que seguisse caminho…
Após umas voltas pelas intrincadas ruas que rodeiam o jardim do marquês, estacionei em frente a uma garagem privada – desculpe-me o dono da moradia, que espero que faça parte da organização do CJF.

Quanto ao recinto era, como anunciado na promoção do espectáculo, notável. Para mim foi mesmo o melhor do concerto.

No entanto toda a área do jardim do marquês onde fosse possível colocar uma cadeira estava ocupada. De facto a primeira questão que se me pôs foi: onde conseguiram arranjar tantas cadeiras ???
Não imagino qual a área do recinto, mas é muito ampla. Nem em concertos de massas, em estádios, fiquei tão longe do palco.

A senhora parecia um ponto ao longe. Sei que não paguei um dos bilhetes mais caros mas o concerto que vi não valeu nem metade dos 30EUR que custou o meu ingresso. As cadeiras de pau fizeram o serviço de ainda hoje me doerem as costas. O espaço completamente plano impedia que toda a gente nos “milhares” de filas depois da décima tivessem que ver os écrãs e palco por entre as cabeças dos senhores das filas da frente.

Cheguei a ouvir: “Desculpe, importa-se de não mexer a cabeça? Assim não vejo nada ! “.
Outra nota relativa ao recinto é a dos serviços. De duas tendas da super bock que lá colocaram, uma não tinha cerveja (por avaria do equipamento) a outra não tinha água, ambas tinham whisky e nenhuma tinha comida. O que não deu jeito a quem por causa do acesso não teve tempo para comer uma sandes.

Finalmente o show.

Alinhamento de músicas nada notável. A performance da sra Costello mediana. Disse diversas vezes que gostava muito do nosso país e que os filhos estavam no hotel a comer “sardines”. Gostamos muito quando estes convidados apreciam a nossa caótica república das bananas…A tour segue por espanha, os filhotes ficarão no hotel a comer paella ??

A produção enquanto som e imagem foi péssima.
Não há muito a dizer.

O som parecia saído de dentro de uma lata. É a única semelhança.
O realizador de imagem, se o havia, um desastre. Digamos que 99% do tempo mostrou a cara da artista, e de vez em quando as mãos. Nada articulado com os momentos adequados.
Quanto aos coitados dos músicos que disputaram o restante 1% do tempo de imagem – coitados nós! que pagámos e não os vimos tocar – quando ambos faziam excelentes momentos de solo o realizador focava… a Diana Krall! Pontualmente durante escassos segundos fazia um plano da cara do músico, mas de imediato voltava a mostrar a cantora que aguardava que o solista terminasse.

O baterista muitas vezes nem teve essa sorte. Nunca se viu o jogo instrumental deste músico. Excelentes momentos passavam completamente ao lado da realização.
Foi sem dúvida o pior factor do espectáculo.

Por fim a nota positiva.
Adorei os senhores que a acompanhavam: baixista e baterista que não recordo o nome. Realmente fizeram valer a pena assistir ao concerto.
Ouvi-os…. com péssima qualidade… mas não os consegui ver tocar.”

Por Afonso Tavares — Agosto 1, 2008

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