
“Oferecidos na Expo’98, nunca mais se soube destas embarcações, conta Ricardo Pais Barroso no JN
Não fosse o esforço feito pela Associação Naval Amorense e já não existiria nenhum dos 10 barcos-dragões oferecidos pelo Gabinete de Turismo de Macau aquando da Expo’98. Domingo, nove destas embarcações regressaram ao rio Tejo.
“Foi por pura carolice, com a intervenção graciosa de várias pessoas, que conseguimos recuperar alguns barcos-dragões que há 10 anos circularam pelo Tejo, na altura da Expo’98”, contou Luís Moreira da Silva, da Associação Naval Amorense. Cinco destes Barcos-Dragão foram, na altura, entregues à Associação Naval Amorense, no Seixal. Por falta de uso e manutenção, os barcos degradaram-se e foram agora recuperados, tendo até já acolhido passeios fluviais para pessoas deficientes.
Enquanto este dirigente descrevia a façanha ao JN, junto à Doca de Alcântara, em Lisboa, cerca de 180 pessoas preparavam-se para ocupar as nove embarcações que, durante duas horas, competiram no Tejo, na I Taça Fundação Oriente em Barcos-Dragões. A prova, a primeira do género em Portugal, foi ganha pela equipa de Sesimbra. Cada barco levou 20 tripulantes, sendo cinco deles obrigatoriamente mulheres. Há 18 remadores, um timoneiro ao leme e um marcador de ritmo, com um tambor na embarcação.
“Com esta regata, o Gabinete de Turismo de Macau ficou finalmente a saber o que era feito dos barcos oferecidos há 10 anos”, explicou João Amorim, do Museu do Oriente, que justificou a iniciativa por ser ano de Jogos Olímpicos na China.
Antes da regata, houve dança do dragão pela Associação She Si, do Porto, com um dragão de nove metros de tecido.
A dança vai ser repetida no Estádio do Dragão, dia 26, antes do FCPorto-Celtic Galsgow, com um dragão de 80 metros”.




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