Programa de Festas

Julho 15, 2008

«Maria Callas – A Exposição de Lisboa»

Filed under: exposições — profestas @ 5:55 pm
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“Gostaria de ser Maria, mas é “La Callas” que exige que eu a apresente com dignidade.”

Esta declaração, atribuída a Maria Callas, é apanágio da sua condição de cantora lírica que se tornou diva e – sobretudo – um dos grandes rostos do século XX.

Para comemorar os 50 anos da sua visita a Portugal, a Fundação EDP e o Teatro de São Carlos organizaram “Maria Callas – A Exposição de Lisboa”, que reúne 43 vestidos, de cena e pessoais, a sua colecção de jóias e diversos documentos, como as últimas cartas que Callas escreveu a Onassis.

Para além destes objectos, pertencentes à colecção de Bruno Tosi, Presidente da Associazione Internazionale Maria Callas, a exposição apresenta ainda um núcleo dedicado à passagem da cantora por Lisboa.

Descendente de gregos, nascida casualmente em Nova York, Maria Callas viajou aos treze anos para Atenas, na Grécia, onde iniciou os seus estudos de canto com Elvira de Hidalgo.

Em 1941 fez a sua primeira apresentação profissional, em Atenas, interpretando Beatrice, da ópera “Bocaccio”. Durante alguns anos, continuou a cantar em Atenas.

Em 1947 fez a sua estreia em Itália, Verona, no papel de Gioconda. Esta produção foi dirigida pelo maestro Tullio Sefarin, que passou a ser o seu mentor musical. A partir daí, Callas obteve grande sucesso cantando em várias cidades italianas, incluindo o célebre teatro La Scala, de Milão.

Em 1949 casou-se com Giovanni Battista Menegghini, de quem se separou dez anos depois.

Em 1952, estreou-se no Covent Garden, em Londres, sendo que a partir daí cantaria também nas principais casas de ópera dos Estados Unidos, como as de Chicago, Nova Iorque e Dallas.

Ao longo dos anos 1950, Maria Callas representou os principais papéis femininos de óperas consagradas, além de interpretar peças musicais menos conhecidas. Dona de uma voz potente e de grande amplitude, Callas emprestou o seu talento dramático e expressividade a grande parte do repertório operístico.

Em 1959, Callas conheceu o armador grego Aristóteles Onassis, por quem abandonou seu marido. Seguiu-se uma fase conturbada da sua vida, em que era constante manchete de jornais, derivado de um carismático temperamento e estilo de vida. Três anos depois, Aristóteles Onassis deixou Maria Callas para casar-se com Jacqueline Kennedy.

No último período de sua vida, Maria Callas viveu praticamente reclusa em Paris. A sua voz já apresentava sinais de desgaste. Realizou alguns concertos e chegou a dar “master classes” na famosa Julliard School de Nova Iorque, entre 1971 e 1972. Realizou também um grande número de gravações.

Maria Callas morreu em Paris, antes de completar 54 anos. Deixou registadas inúmeras composições, incluindo várias óperas completas, muitas delas gravadas ao vivo.

Endereço: Museu da Electricidade – Avenida de Brasília – Edifício Central Tejo – Lisboa –

Entrada gratuita

www.fundacao.edp.pt – Telefone – 210028190

De 11-07-2008 a 21-09-2008/ Terça, quarta, quinta, sexta e domingo das 10h00 às 18h00/ Sábado das 10h00 às 20h00

Informação deste site.
SÍTIO OFICIAL
http://www.callaslisboa.com/

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1 Comentário »

  1. Nada no mundo me faz tão bem do que ouvir vozes desse nnível tão divino Tudo sobre ela é enriquecedor

    Comentar por cristina menezes — Novembro 16, 2008 @ 2:52 am | Responder


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