Programa de Festas

Maio 25, 2008

Música Africana – África de todos nós

Filed under: diversos — profestas @ 10:56 pm
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“O que têm em comum Cesária Évora, Bana, André Cabaço, Guto Pires, Bonga, Waldemar Bastos, Ildo Lobo, Sara Tavares e Messias Botelho? A resposta é mais óbvia do que pode parecer: todos eles têm na música a sua ocupação, todos são originários de países africanos de expressão oficial portuguesa.

Nos dias de hoje, os sons da África lusófona são parte integrante do dia-a-dia dos portugueses.
E, em Lisboa, a música africana faz parte do próprio ar que se respira. Em São Bento ou na Mouraria, em Alcântara ou em Chelas, nas Fontaínhas ou no Bairro do Fim do Mundo, um pouco por todo o lado há um rap à solta, um batuque, uma guitarra dolente. É a música de África que se tornou já, também, uma música nossa.

Por cá vivem, ou passam largas temporadas, os angolanos Bonga, Waldemar Bastos e Paulinho Soares, os guineenses Braima Galissá e Guto Pires, os moçambicanos Otis, André Cabaço e Achimana, os são-tomenses Gilberto Gil Umbelina e Tonecas, os cabo-verdianos Bana, Paulino Vieira, Tito Paris, Dany Silva, Maria Alice e Ana Firmino.

Cabo Verde é, aliás, um dos países do mundo com maior percentagem de músicos e cantores. A mistura do fado português com a alma africana deu origem à “morna”, um género musical único que tem em Cesária Évora a grande figura da actualidade, mas que conta com uma galeria de intérpretes de gabarito, que vão do mítico B. Leza (um dos primeiros músicos cabo-verdianos que se instalaram em Lisboa, nos anos 30) a Ildo Lobo, passando por Titina, Celina Pereira, Lura, Eneida Marta.

De Cabo Verde vieram, também, alguns dos grandes instrumentistas de renome mundial, como o saxofonista Luís Morais (falecido em 2002, e que foi fundador e líder do grupo Voz de Cabo Verde, além de ser co-autor de um dos maiores êxitos de sempre da música crioula, “Sodade”) ou o guitarrista Rufino de Almeida, conhecido como Bau, e cuja música já deu o mote a uma dança coreografada por Pina Bausch para um filme de Pedro Almodóvar.

Transformado em país de imigrantes após a descolonização, Portugal acolheu também as novas gerações de artistas de origem africana, jovens criados já nos bairros de Lisboa e das periferias, cuja música reflecte não apenas as tradições das pátrias dos pais, mas também as vivências de cada um deles no país de acolhimento. Estão nesta situação cantores como Sara Tavares, Boss AC, Gilyto Semedo, Tó Cruz ou Messias Botelho, fundador dos Kussondulola e actual líder do grupo Mercado Negro.

A lista de cantores, compositores e autores africanos cuja história, com maior ou menor intensidade, passa por Lisboa é uma lista imensa e não cabe no espaço necessariamente exíguo deste dossiê”.

Este texto é retirado de um, mais extenso, da Sociedade Portuguesa de Autores.

E a intenção é a de nos interrogarmos: onde andam eles? Onde cantam? Onde estão?

Por onde andam o kizomba, semba, funaná, kuduro, marrabenta, e tantos outros?

Salvo uma ou outra excepção, nada se sabe.

Nós, pelo menos.

 

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2 comentários »

  1. sto é o cumulo do absurdoo

    Comentar por Franciele — Junho 7, 2008 @ 7:55 pm | Responder

  2. Great website, i really like it. keep up good job.

    Comentar por Frank P. — Junho 9, 2008 @ 7:45 am | Responder


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