
Personalidade nunca faltou a Simone de Oliveira. Um temperamento marcado pelo excesso: excesso de talento, de vontade, de querer. Excesso de expressão e paixão.
Iniciando bastante nova uma carreira de cantora, Simone revela ainda rapariga, uma intensidade interpretativa que imediatamente a distingue das restantes vozes femininas da época.
O seu reportório de cançonetista não foge, nesses primeiros anos de carreira, aos estereótipos criativos dos compositores consagrados da época. Desses tempos iniciais guardam-se vivas memórias de prémios e consagrações sucessivas. Mas Simone quererá sempre mais da sua arte. Por sua iniciativa vai procurar cada vez melhores compositores e letristas, aproximando-se assim de grandes nomes tais como: Ary dos Santos, Nazareth Fernandes, entre outros.
Simone de Oliveira consegue fazer história: história da música popular urbana mas também a história das mentalidades. 50 anos de uma vasta carreira marcada por festivais da canção, peças de teatro, musicais, programas de televisão e rádio, cinema, cerca de 80 títulos discográficos, digressões no estrangeiro e inúmeros espectáculos.
O espectáculo Intimidades que apresenta no ambiente único do Cabaret MAXIME traz-nos de novo a voz profunda de Simone de Oliveira num espectáculo apaixonante, onde sobressai a cumplicidade entre a cantora e o maestro Nuno Feist.
Imperdível! Garanta já o seu lugar!
Bilhetes: Venda antecipada no Cabaret Maxime, de Quarta-feira a Sábado entre as 22h00 e as 02h00.
25 euros (lugar sentado; incluindo oferta de 1 taça de Champagne );15 euros (outros lugares)
CABARET MAXIME, Praça da Alegria, 58, Lisboa
Informações: 213467090, 967045836, 916350427
http://www.cabaret-maxime.com/home.html
Abertura de portas: 22.00
Início do espectáculo: 23.30




Simone de Oliveira apresentou-se no Sábado passado no palco do Cabaret Maxime, em Lisboa. Este mostrou-se mais que perfeito para a presença e música de Simone de Oliveira.
Passando em revista grandes temas da sua carreira – No Teu Poema, A Noite e a Rosa, Tango Ribeirinho ou Desfolhada à Portuguesa, houve tempo para emoções, risos e muitas palmas. Duas músicas sem serem em Português, uma retirada do espectáculo Marlene, a outra, My Funny Valentine, e a presença de Victor de Sousa e o “dueto” de Palavras Gastas.
Simone de Oliveira, ainda extraordinariamente bela e sensual em palco, provou que a idade não a iníbe e que a voz, essa, ainda a tem em grande estilo (e, a meu ver, com mais timbre e força que há uns anos atrás).
A acompanhá-la esteve, com toda a sua mestria e simpatia, o piano de Nuno Feist.
Menos conversadora que o normal, houve tempo para algumas ironias e, no final, o seguinte pedido, em tom de provocação: “Se perguntarem se eu ainda canto, respondam por mim.”
A mim ainda ninguém perguntou mas posso responder já: Canta e de que maneira…
Comentário por José Daniel — Outubro 20, 2008 @ 4:38 pm |