
Julho 31, 2008
3 Cidades 1 Festa I Love Summer Beach Party



Sexta 1 – Manta Beach Club
Sábado 2 – Piscinas S.Pedro Moel
Domingo 3 – Pacha Ofir
Julho 30, 2008
Grândola – Concerto a 2 Agosto – “Como se fora seu filho”

Por iniciativa da Associação José Afonso, em colaboração com a Câmara Municipal de Grândola, vai realizar-se o espectáculo “Como se fora seu filho“, em Grândola, no dia 2 de Agosto, a partir das 19h, no Jardim 1º de Maio.
Não perca.
Julho 29, 2008
Festa 2008 AVANTE!

Apresentamos hoje os mais significativos traços do vasto programa político e cultural da 32ª edição da Festa do “Avante!” que este ano terá lugar a 5, 6 e 7 de Setembro na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal. É certo que esta é mais uma edição da Festa do “Avante!”, mas não é menos verdade , que sendo uma iniciativa que, realizando-se todos os anos, soube manter ao longo destas mais de trinta edições, não apenas as suas características fundamentais, mas também, de se reinventar, rejuvenescer e renovar, marcando de uma forma incomparável a realidade política e cultural do nosso país.
É apenas um resumo da Festa, realizada num contexto de grandes dificuldades mas pretedendo ser um factor de renovada confiança e de alento, para todos os que a um país mais justo, fraterno e solidário, a um mundo de paz e amizade entre os povos.
A Festa do “Avante!” será uma vez mais, uma demonstração da capacidade de realização dos militantes do PCP e da JCP, da sua militância e generosidade, expressa nos milhares de homens, mulheres e jovens, que ao longo de meses a constroem, num imenso trabalho colectivo, para que tudo esteja pronto no dia 5 de Setembro, quando, pelas 18h00, a Festa abrir as suas portas aos muitos milhares que a querem visitar.
Poderão encontrar informação mais detalhadamente na documentação distribuída, nomeadamente no Suplemento do Jornal “Avante!”.
O Pavilhão Central assume-se como o grande espaço de exposições e debate da Festa do “Avante!”. Este ano três exposições terão lugar de destaque.
No ano em que se realiza o XVIII Congresso do PCP, a exposição “Por Abril, pelo Socialismo” dá a conhecer o programa do Partido “Por uma democracia avançada no limiar do século XXI”, inserido na luta do PCP por uma sociedade nova, liberta de todas as formas de exploração – o Socialismo e o Comunismo. Um programa actual para a etapa em que o país se encontra, capaz de mobilizar os trabalhadores e o povo português para a construção de uma sociedade de progresso social, mais democrática, mais justa, fraterna e solidária.
“Basta de injustiças! Mudar de política para uma vida melhor.” Assim se chamou a campanha que o PCP lançou na última festa do Avante!, e é esse o lema desta exposição que abordará a situação do país.
No ano em que deixou de estar entre nós, a justa homenagem ao homem, ao artista plástico, ao militante comunista e construtor da Festa, Rogério Ribeiro. Uma exposição que, aliás, contou com o seu entusiasmo e disponibilidade de colaboração antes do seu súbito falecimento. Uma visita pela sua magnífica obra enquanto um dos maiores artistas plásticos do nosso país.
O Pavilhão Central da Festa do “Avante!” terá ainda outros elementos de interesse. As evocações em grandes painéis dos 50 anos das eleições presidenciais de 1958, dos 160 anos e da actualidade do manifesto do Partido Comunista e da realização do XVIII Congresso do PCP. Será ainda possível ai visitar o espaço da imprensa do Partido, a Loja da Festa ou o espaço das TIC’s.
No Pavilhão Central decorrerão ainda alguns dos mais de 40 debates que marcarão a Festa do “Avante!”. Do programa ainda a ser finalizado e no qual participarão dirigentes nacionais e regionais do PCP, deputados e eleitos autárquicos, bem como outras personalidades, destacamos os debates do Fórum central sobre o Código do Trabalho, a preparação do XVIII congresso do PCP, os 160 anos do Manifesto Comunista, A crise económica e a exploração capitalista, o Tratado de Lisboa e a soberania nacional.
Do programa político da Festa do “Avante!” merecem particular destaque a abertura da Festa na 6ª feira e o comício de domingo onde intervirá, Carina Castro dirigente da JCP, José Casanova, Director do “Avante!” e Jerónimo de Sousa, Secretario-Geral do PCP.
Mas a Festa do “Avante!” oferecerá aos seus visitante numerosos motivos de interesse. Do vasto, rico e diversificado programa de espectáculos que decorrerão nos vários Palcos da Festa permitam destacar a Grande Gala de Ópera que abrirá o Palco 25 de Abril na noite de sexta-feira.
O Teatro volta a ter um lugar de destaque com a presença no Avanteatro entre outros do Teatro Moderno de Lisboa, que assinala os seus 47 anos com a peça “O Tinteiro” de Armando Caldas, da Companhia “A Barraca” que representa a peça “Obviamente demito-o”.
O Espaço da Juventude, cujo funcionamento é integralmente da responsabilidade da Juventude Comunista Portuguesa, salienta-se o Palco Novos Valores onde actuarão as Bandas apuradas nos 27 concursos regionais, constituindo dessa forma também, um importante contributo que a Festa do “Avante!” e a JCP dão para a divulgação e afirmação da música moderna portuguesa .
O Espaço da Ciência que este ano sob o lema “Sentir a vida, transformar o mundo” acolhe uma exposição sobre os 5 sentidos.
No Espaço Internacional assinalam-se “Os 5 anos de resistência à invasão do Iraque” e os “50 anos da Revolução Cubana”; por ai passará a solidariedade activa dos comunistas e do Povo português com os Povos que em todo o mundo lutam contra a opressão, a exploração, a ocupação e ingerência imperialista e a afirmação dos valores da Paz, da amizade, da justiça social e da solidariedade.
No Espaço do Livro, merece destaque a reedição do romance “Quando os lobos uivam” de Aquilino Ribeiro com prefácio inédito de Álvaro Cunhal, bem como, a presença de vários autores nacionais, num importante momento de afirmação da língua e da cultura portuguesa.
O programa do desporto, incluindo a exibição e pratica de mais de 25 modalidades com destaque para a 21ª edição da Corrida da Festa.
Para muitos dos que ao longo dos anos têm visitado a Festa, a sua anterior experiência, o seu conhecimento, seriam razões suficientes para este ano se decidirem a ir. Para aqueles que pela primeira vez, e todos os anos são muitos, estão a considerar visitar-nos no primeira fim-de-semana de Setembro, o programa que aqui apresentamos, pela sua diversidade, qualidade e interesse, constituirá um renovado estímulo para a sua presença na Festa do “Avante!”.
Sendo verdade, que a Festa do “Avante!”, com as suas raízes profundamente populares, constitui uma festa para todas as idades e para gente vinda de todas as regiões do país, a presença esmagadora da juventude é não só um motivo de orgulho para quem a projecta, constrói e realiza mas, sobretudo, a mais sólida garantia de que no presente e no futuro, a Festa do “Avante!”continuará a constituir um factor de esperança num Portugal com futuro.
ESPECTÁCULOS
Entre as numerosas polémicas que ao longo de anos e anos atravessam a história e a crítica da música, conta-se a discutível análise de Wagner sobre a obra de Beethoven, defendendo que a evolução das nove sinfonias que constituem parte fulcral da música europeia correspondiam a um processo de apuramento de construção formal que conduzira Beethoven a reconhecer a voz humana como o paradigma final de criação sonora. Os majestosos edifícios sonoros crescentemente mais complexos das nove sinfonias beethovanianas teriam conduzido o compositor à progressiva complexidade da composição até, ao atingir a sua última obra, a IX Sinfonia, nela ter finalmente integrado lado a lado com a riqueza orquestral a multiplicidade dos timbres da voz humana com coro e solistas a darem outra forma aos versos de Schiller no «Hino à Alegria» – segundo muitos e convincentes investigadores efectivamente um Hino à Liberdade, de nome alterado pelas imposições censórias da época…
A velha polémica wagneriana surge inevitavelmente quando, após ter marcado uma viragem reconhecida nos grandes festivais de ar livre em Portugal ao introduzir na sua programação uma orquestra sinfónica em 1994 exactamente com uma sinfonia de Beethoven – a 7ª, interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Miguel Graça Moura – a Festa dá este ano novo passo trazendo ao maior palco português uma programação que inclui das mais complexas e apaixonantes expressões musicais: a ópera.
O público habitual das sextas-feiras de Atalaia recorda naturalmente o êxito conquistado em 1995 com o espectáculo da Metropolitana pela primeira vez no Palco «25 de Abril», interpretando obras de Tchaikowsky, com destaque para a sempre espectacular Abertura 1812: na realidade, fora a experiência realizada no ano anterior no Auditório «1º de Maio» com a mesma formação e uma programação baseada em Beethoven e que encerrava com a 7ª que abriu caminho a criarem-se as complexas condições técnicas para o ciclo aberto em 95.
Depois disso, passaram pelo palco «25 de Abril» Gerswhin e Shostakovich, Lopes-Graça e Haendel, Bach e Leonard Bernstein, Benjamim Britten e Bartok – e Beethoven!
Quando se realizou a 25ª Festa, a programação correu o risco que o público entusiasticamente saudou de trazer exactamente – a IX Sinfonia de Beethoven! Já lá vão portanto mais de seis anos que a Festa apresentou o panorama integral das sonoridades da música erudita, do completo naipe de instrumentos sinfónicos à voz humana a solo e em coro.
Mas faltava, de facto, a ópera!
A junção, como tão bem a definiu Lopes-Graça, de todas as artes cénicas, do teatro à música, da dança à riqueza da encenação. As dificuldades a enfrentar eram conhecidas: a ópera tem exigências quando apresentada como uma peça integral que requerem situações especiais: a existência de uma estrutura narrativa dada por um libreto cantado e declamado, a necessária expressividade dramática a conceder ao enredo, a importância expressiva das encenações e dos cenários associaram a ópera ao recinto teatral fechado, com todas as suas capacidades e exigências técnicas e acústicas. Desta condicionante, mas do desejo de proporcionar a mais vastas audiências as criações operáticas – na composição e sobretudo na interpretação, crescentemente importante – levaram ao surgimento da Gala de Ópera, no fundo uma espécie de antologia de grandes momentos musicais das composições, prescindindo do enredo dramático e das suas exigências cénicas para valorizar sobretudo os momentos musicais – árias, aberturas, coros – que autores e público elegeram como momentos estruturantes e especialmente estimados.
As evoluções tecnológicas na captação e amplificação sonora tornaram crescentemente possível trazer aos grandes palcos de massas a riqueza interpretativa das grandes vozes e as suas combinações com grandes massas orquestrais: a Gala de Ópera é hoje possível ao ar livre, ao mesmo tempo que as últimas décadas transformaram completamente o panorama musical português vendo surgir intérpretes de uma qualidade e de uma apaixonada entrega à sua arte.
De Rossini a Verdi, de Mozart a Bizet, o número de convidados da música clássica no Palco «25 de Abril» da Festa do «Avante!» cresceu este ano como nunca.
Vamos à Ópera!
Quanto ao resto da programação dos espectáculos, a Festa continua a assegurar a qualidade e a transversalidade que são uma marca que fazem dela o evento cultural de massas único que é há mais de três décadas.
Como sempre, uma atenção especial à música portuguesa. Desde a sua primeira edição, a Festa revelou, consagrou, apresentou o que sucessivamente de melhor se foi criando na música popular portuguesa, com a preocupação de contemplar a enorme riqueza de estilos e de géneros que têm consolidado a sua identidade ou têm revelado a capacidade inovadora dos criadores nacionais.
Em 2008 o Palco «25 de Abril» vai acolher – se ele se pudesse pronunciar, diria seguramente que com grande alegria… – o fim de um silêncio de doze anos: Júlio Pereira gravou de novo, ele que continua a ser um eixo da capacidade de recriar a música inquestionavelmente portuguesa com a sofisticação cosmopolita da música popular contemporânea.
De Portugal, com ele estão essa absoluta garantia da capacidade de vida e renovação do Fado que é a voz de Camané, lado a lado com o notável trabalho da guitarra clássica de Pedro Jóia, da sempre inovadora actividade dos Navegante, este ano levando mais longe o diálogo cultural que tem sido uma das marcas mais ricas do nosso panorama musical.
Esse diálogo e os seus frutos manifesta-se exuberantemente com presenças cuja qualidade e características recriam as raízes nacionais numa convivência de tão surpreendentes resultados como o rock, hip hop, reggae saídos de vozes e intérpretes portugueses tão consagrados como os Xutos & Pontapés ou os Da Weasel, grupos de jazz que dão continuidade ao trabalho do sexagenário Hot Club de Portugal cuja Big Band (já com carreira internacional!) virá celebrar esse decisivo aniversário, lado a lado com grupos de música tradicional ou de rock que conquistaram já o espaço e o público que os traz à Festa (os Mind da Gap, os Skaliban, os Fado Morse, os Galandum Galundaina e tantos outros).
E, como sempre, as presenças estrangeiras. Uma figura grande da hoje designada world music, mas sobretudo um intérprete de uma verdadeira dinastia da majestosa música africana do golfo da Guiné: Vieux Farka Touré, o filho do lendário Ali Farka Touré, há anos seguindo o caminho familiar dos músicos do Mali, até na sua capacidade de diálogo com as expressões afro-americanas de Ry Cooder.
Os blues, uma presença cada vez mais central na Festa, este ano com a grande revelação da cena britânica, a espantosa guitarra dos 17 anos de Krissy Matthews lado a lado com a experiência e a consagração do que é considerado um dos dez melhores guitarristas de blues do mundo, o brasileiro Nuno Mindelis (que, por acaso, até, na realidade, começou por ser português ao nascer em Cabinda…) com uma banda que percorreu mundo em sucessivos êxitos e gravações.
Pela primeira vez na Festa, uma banda de bluegrass, a música criada nas montanhas Appalaches e que constitui um verdadeiro eixo das expressões mais populares e interventoras da Folk norte-americana e que, através do grupo Coal Portes vem recordar o trovador lendário da esquerda americana, o Woody Guthrie cuja guitarra anunciava que era uma arma anti-fascista e que será recordado também pelo jovem hoje considerado como o seu mais actual herdeiro, Chad Dughi e as suas letras inconfundíveis, tanto quanto o picking style da sua guitarra.
Ainda da grande música negra, uma inteira noite dedicada a Cabo Verde e à Guiné e uma estreia na Festa: um coro de três dezenas de vozes de gospel, mais uma expressão da dinâmica e criatividade da cena musical portuguesa.
Não sabemos quem deu essa tradução a tão grande verdade – mas foi um momento de inspiração próprio da Atalaia: Festa do «Avante!» – não há Festa como esta!
«Hot nights» – Fórum Madeira – Jazz e Bossa – 18 Jul a 27 Ago – Funchal

Esta fotografia é de parte da baía do Funchal, datada de 1890. Uma foto rara. Fotos do séc XIX, inicio do Séc XX até aos anos 50… lindas e raras. Nada é como era, é assim o rumo dos tempos. Ou tudo é como era.
Como disse Cartier Bresson, ” Na verdade, não estou nada interessado na fotografia em si. A única coisa que quero é captar uma fracção de segundo da realidade.”
Mas isto é apenas uma nota, introduzindo o «Hot nights» – Fórum Madeira – Jazz e Bossa.


Julho 28, 2008
Cool Jazz Fest – Diana Krall nos Jardins do Marquês de Pombal em Oeiras


30 JUL
DIANA KRALL
22.00H
Uma das mais importantes artistas de Jazz a nível mundial.
Nascida no Canadá, Diana Krall desde muito nova descobriu os encantos do piano clássico. Depois de vários anos de estudo e de trabalhar com nomes como o do baixista Ray Brown, lança o seu primeiro trabalho em 1993 Stepping Out que chama de imediato as atenções da indústria discográfica. Segue-se Only trust your heart, o antecedor do album que marca definitivamente a carreira da interprete All For You de 1996, que para além de ser um tributo a Nat King Cole, se tornou num best seller. Três anos depois e 2 nomeações para os Grammys, When I Look in Your Eyes, vence finalmente o Grammy e catapulta Diana Krall para o estrelato do Jazz mundial. Desde então todos os seus trabalhos vendem milhões e arrastam multidões para os seus concertos. Graças ao seu impressionante talento tanto como intérprete como pianista, Diana Krall é hoje uma das mais proeminentes artistas de Jazz a nível mundial. O seu encantamento pelo Jazz clássico e pela música Pop encontram na sua voz o ponto de encontro perfeito dando origem a um estilo que transcende catalogações e que se torna impossível de não admirar. Quem conseguirá resistir à Diva Jazz no Cool Jazzfest em Oeiras no Jardim do Marquês de Pombal?
Visite: www.dianakrall.com ou www.myspace.com/dianakrall
Plateia VIP
€ 60,00
Plateia VIP Lateral
€ 55,00
Plateia A
€ 50,00
Plateia B
€ 40,00
Plateia C
€ 30,00
Plateia D
€ 25,00
30 de Agosto: Icos @ Fábrica de Som

Os Suecos Icos são do mesmo país que os Cult Luna. Têm trilhado o seu caminho adoptando o Sludge e o Post-Metal como catarse de toda a fúria contida. As suas referências podem soar a lugar comum, Neurosis e Isis. Mas assim como os Cult of Luna ou até os colossais Unearthly Trance, há que ter em conta um outro factor, a “genuidade”. A capacidade e a vontade de irem mais longe, arrastando tudo com eles.
Impossível não sentir a intensidade das músicas presentes no disco “Fragments of Sirens”. Um uso inteligente de vários ambientes, resultando numa banda sonora onde a desolação é o retracto de todas as paisagens.
Os Icos não são meros descendentes dos Neurosis. Os Icos estão aqui para traçar novos rumos, prolongando o legado dos melhores. Quando esse momento chegar, estaremos todos lá para fazermos parte desta história.
Fábrica de Som (Av. Rodrigues Freitas, 27 Porto)
30 de Agosto, Sábado
Banda(s) de abertura + preço (5 ou 6) TBC
sites: myspace dos icos
Tony Allen no CCB

Baterista ímpar, Tony Allen é hoje o grande nome vivo do afro-beat, estilo de música a que está associado desde a sua génese ao lado do imortal Fela Kuti.
Começou a sua longa e influente carreira na década de 60 e foi um dos principais protagonistas das movimentações afro-beat.
O nigeriano Tony Allen regressa a Portugal para um concerto no CCB, Lisboa, a 1 de Agosto.
Baterista e director musical do colectivo Afrika 70, acompanhou o mítico Fela Kuti nos seus momentos mais criativos.
Se hoje a palavra “fusão” é um rumo com cada vez mais adeptos, gerando uma dificuldade cada vez maior em etiquetar a música que se vai fazendo, isso não é certamente alheio ao contributo de Tony “Oladipo” Allen.
Foi ele um dos pioneiros do conceito, ao juntar num mesmo plano os ritmos da música africana aos ensinamentos de outros géneros com o jazz ou o funk, sempre com um rasto de modernidade que faz com que a sua música permaneça tão actual como há décadas atrás.
No Grande Auditório- Centro Cultural de Belém. Global Festival (CCB Fora de Si). M/12. – 213612400
No dia 1 de Agosto às 22h00. O bilhete custa 5€.
Em Agosto? Escrever, claro!

Num terceiro andar com vista sobre o Tejo, o mote é só um: escrever. Escrita criativa, em poesia ou em prosa. Contos, romances, argumentos. Cada um escolhe o seu “veneno”.
Imagine-se no centro de Lisboa, numa sala com vista para a Praça Luís de Camões. Ao fundo da Rua das Flores, o rio. Aqui escreve-se. Escreve-se à volta de uma mesa, em pequenos grupos cujos elementos têm em comum a vontade de experimentar, ou de aprofundar a escrita, seja ela literária, técnica ou até de experiências.
O velho chão de madeira corrida tem a flexibilidade de quem já sentiu muitos passos. Há quem venha para um curso de um mês, de alguns dias ou até de um sábado apenas. Há quem venha para começar, e há também quem por aqui fique por vários meses, porque há escritas que não podem ir ao microondas. Irrelevantes são a formação de base, os conhecimentos ou a idade, aqui não há gavetas, apenas a vontade de escrever. E aqui escreve-se, invariavelmente.
Todos os meses na escrever escrever há novos cursos, há novas propostas, mas sempre, sempre, com todas as letras.
Novidades? Damos as boas-vindas a dois novos formadores:
Gimba com o curso “Escrever letras de canções” e André Murraças que nos propõe dois cursos diferentes em torno do formato curto: “Escrever curtas: pequenos filmes, grandes histórias” e “4 minutos para salvar o mundo”.
Atenção que as inscrições começam a fechar já a 29 de Julho!
· 1ª Quinzena: início dia 4/5 até dia 13/14
Escrita Policial
Escrever letras de canções
Guionismo: escrever com imagens
Escrever curtas: pequenos filmes, grandes formatos
Escrita Criativa
Escrita Criativa dos 8 aos 11 anos
Escrita Criativa dos 12 aos 15 anos
Às sextas-feiras (de dia 1 a 23 – 4 sessões)
Escrita de Viagens
Personagens para ficção
Guionismo: escrever com imagens Escrita Criativa
. 2ª Quinzena: início dia 18/19 até dia 27/28
Escrita Criativa
Escrever curtas: 4 minutos para salvar o mundo
Jornalismo Literário
Oficina do Conto
Iniciação ao Guionismo
Escrita de Viagens
Escrever letras de canções
· Workshop de um único dia, ao sábado
Reportagem de guerra
Guionismo: escrever com imagens
Argumento para B.D.
Escrita Criativa: um dia para descobrir
Agosto terá, com certeza, todas as letras!!
O link mais directo é este.
Praça Luís de Camões, n.º36 – 3.ºDto
Chiado 1200 – 243 Lisboa
Tel. 91 119 77 97 ou 21 096 21 58
http://www.escreverescrever.com/
Fotografia de Cristina Nava
Festival Carviçais – Torre de Moncorvo

O Carviçais Rock, um dos mais antigos festivais de Verão do Nordeste Transmontano regressa no primeiro fim-de-semana de Agosto com acesso gratuito a um cartaz de espectáculos exclusivamente nacional, divulgou a organização.
Depois do interregno de um ano, o festival regressa também ao centro da aldeia transmontana que lhe deu o nome, no concelho de Torre de Moncorvo, no sul do distrito de Bragança, entre os parques natural do Douro Internacional e Arqueológico do Côa.
O primeiro dia do Carviçais Rock, a 02 de Agosto, será preenchido com os Rádio Macau, Blind Zero, Slimmy e Duff, seguidos do DJ Frittus Potatoes Suicide.
No dia seguinte passam pelo palco Blasted Mechanism, X-Wife, Trabalhadores do Comércio, Myula com a animação a prolongar-se com o DJ Pasta.
“Serão apenas bandas portuguesas a abrilhantar as noites da aldeia de Carviçais”, frisou a fonte da organização, a cargo da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Carviçais, com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
O festival transmontano quer assumir-se como “uma alternativa à massificação que caracteriza os festivais de Verão em Portugal” e este ano promete aliciar público sem bilhetes pagos.
O acesso aos espectáculos é gratuito, sendo esta a forma que a organização encontrou para assinalar o regresso do festival que não se realizou no último Verão.
O Carviçais Rock surgiu há doze anos pela mão de um grupo de jovens que procuravam animar uma noite quente de Agosto.
Pretendia-se também contribuir para combater o isolamento cultural a que a região do Nordeste Transmontano estava votada.
Segundo os promotores, esta primeira experiência superou de tal forma as expectativas que no ano seguinte a organização viu-se forçada a mudar de local, para o campo de futebol, e a aumentar o número de dias do evento.
O festival ainda chegou a ser realizado na herdade dos Carrascos do Pinto, agora propriedade municipal, mas este ano regressa ao centro da aldeia de Carviçais.
site: Marão on line
Julho 27, 2008
Extensões – Jazz em Agosto 2008

“Extensões”. É este o tema do Jazz em Agosto 2008, que decorre entre os dias 1 e 9 de Agosto. Além de trazer a Lisboa novos projectos de músicos que já estiveram no festival, estende-se geograficamente ao Japão e temporalmente ao legado de Anthony Braxton.
O cartaz da 25ª edição do prestigiado evento lisboeta é, como sempre, um caso de luxo.
Ao Japão, primeiro. O guitarrista Otomo Yoshihide regressa com uma ampliação do seu quarteto: a New Jazz Orchestra, que inclui o trompetista Axel Dörner, o pianista Cor Fuhler e o saxofonista tenor Mats Gustafsson. A música nipónica é representada também pelas leituras sofisticadas do novo ensemble liderado por Satoko Fujii, pianista que divide a sua actividade entre Tóquio e Nova Iorque. Do Japão chega ainda o trio de jazz minimalista Paap, descoberto por John Zorn.
A veia transgressora, versátil, sempre fértil e (para muitos) genial do próprio John Zorn marca presença no festival. O saxofonista norte-americano apresenta-se em dupla com o guitarrista inglês Fred Frith, influente figura do jazz mundial. Por seu lado, o norte-americano Taylor Ho Bynum, especialista em corneta, apresenta um novo projecto em que reúne discípulos de Anthony Braxton (que o descobriu). A homenagem segue com o trio norte-americano Memorize The Sky, formado por jovens companheiros de Braxton, que sobressaem pela qualidade enquanto instrumentistas acústicos.
Depois de duas passagens pelo festival, a pianista suíça Sylvie Courvoisier apresenta um projecto diferente: chama-se Lonelyville e é dedicado ao jazz de câmara. Da Suíça vem também o percussionista Fritz Hauser, que esteve no ano passado em Lisboa com o Quartet Noir. Regressa com a criação abstracta e viva que define o seu trabalho – em conjunto ou, neste caso, a solo.
Dois gigantes, dois instrumentistas fora do comum, dois influentes músicos: o acordeonista francês Pascal Contet junta-se ao contrabaixista norte-americano Barre Phillips pela primeira vez ao vivo no Jazz Em Agosto. As expectativas são altíssimas. E, se o tema do festival é “Extensões”, o colectivo Peter Brötzmann Chicago Tentet representa-o na perfeição, por incluir músicos da Alemanha, EUA, Suécia e Noruega. Existe desde 1997 e funciona como um “work in progress” com elementos variáveis. O seu free jazz promete proporcionar um remate em grande para o festival.
Além dos concertos, a programação do Jazz Em Agosto inclui a exibição de três filmes documentais (com a presença dos realizadores): “Last Date”, de Hans Hylkema (sobre Eric Dolphy); “A Bookshelf on the Top of the Sky”, de Claudia Heuermann (sobre John Zorn); e “Misha Mengelberg Afijn”, de Jellie Dekker e Dick Lucas (sobre Misha Mengelberg). O festival propõe também uma mesa redonda moderada pelo crítico Bill Shoemaker (com o tema “The Changing Scene”) e acolhe o lançamento de uma colecção de discos que assinala os 25 anos de Jazz Em Agosto.
- Dia 1 – Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra feat. Axel Dörner + Cor Fuhler e Mats Gustafsson
- Dia 2 – Satoko Fuji Min-Yoh Ensemble
- Dia 3 – Paap
- Dia 3 – John Zorn + Fred Frith
- Dia 7 – Taylor Ho Bynum Sextet
- Dia 8 – Memorize The Sky
- Dia 8 – Sylvie Courvoisier Lonelyville
- Dia 9 – Fritz Hauser
- Dia 9 – Pascal Contet + Barre Phillips
- Dia 9 – Peter Brötzmann Chicago Tentet
Fundação e Museu Calouste Gulbenkian – Av. Berna, 45A – 217823700 – HORARIOS: De 01-08-2008 a 09-08-2008 – Quinta a domingo
PREÇO
Anfiteatro: 17,5€ a 20€. Auditório Dois: 12,5€. Sujeito a descontos. Entrada livre nas conferências e documentários.
SÍTIO OFICIAL
http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz/











STRIP






