Há festa na Horta -

É em Lisboa, no domingo, dia 11 de Maio, no auge da Primavera.
Vizinhos dos bairros da Graça, Mouraria e Alfama, os amigos e todos os simpatizantes de hortas urbanas e da ruralidade citadina, podem participar num dia comunitário na Horta popular da Graça.
Mais que nunca as cidades têm que reencontrar o seu equilíbrio e voltar a abraçar a natureza.
Horta popular, na intersecção da Rua Damasceno Monteiro com a Calçada do Monte, nasceu como projecto do GAIA – Grupo de Acção e Intervenção ambiental, no âmbito da campanha “Por uma Agricultura mais sustentável” iniciada em 2007, no momento em que o GAIA começou o projecto “Centro Social”, albergando a sua sede nas instalações cedidas pelo Grupo Desportivo da Mouraria.
Programa do dia – Concertos e consertos, conversas e passeios na Horta:
9.00 – 19.30:
Oficina de construção de mobiliário urbano reciclado
14.30 – 19.30:
Tertúlias com Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Ângelo Rocha, Fernando Pires e o GAIA
Visitas guiadas à Horta
Bancas informativas do Banco Comum de Conhecimentos e do GAIA-CSM
Espaço para crianças, Pintura livre, Música acústica ao vivo, Petiscos vegetarianos
A partir das 20.00:
Jantar popular e festa no Centro Social da Mouraria.
“Está na hora de sair de casa
Porque a vida do dia-a-dia deixou de se criar, alimentar e saborear nas ruas da cidade, isolando-se em espaços monótonos e disconexos..
Porque nos movemos num túnel que nos transporta apressadamente das quatro paredes do nosso lar para as do nosso emprego e das nossas catedrais de consumo..
Porque para fomentar a tolerância é importante ter espaços para misturar e conviver com pessoas diferentes e assim descobrir que também somos semelhantes..
Porque uma cidade com gente na rua é uma cidade segura..
Porque o cordão umbilical que sempre ligou a cidade à natureza foi pavimentado, inibindo-a de respirar, de arrefecer-se, de hidratar-se, de abrigar-se do sol e de viver as estações..
Porque os bairros e as comunidades estão a ruir e já não conhecemos o nosso vizinho ..
Porque a esfera pública deve ser o território da humanidade e não da economia e ainda menos do economicismo..
Porque os centros comerciais não são espaços públicos e as estradas não são ruas..
Porque os espaços comuns são essenciais para celebrar, protestar, dialogar, namorar, expôr toda a complexidade do nosso tecido social e unirmo-nos em solidariedade..
Porque a mudança revigora-nos..
Por essas e muitas outras está na hora de sair de casa e fazermo-nos à rua.
Vamos reconquistar território e mudar as fronteiras, montar nas ruas os palcos da nossa expressão artística e cultural..
..em espírito de festa”.
Nunca morrerá a esperança, por maior que seja o conformismo, não é?
Informação dos sites:





