
«Quando comecei a seleccionar canções para um novo álbum depois da Partimpim, reparei que estava fazendo um disco marítimo outra vez», disse Adriana Calcanhotto à agência Lusa, numa entrevista que decorreu entre peixes, raias e tubarões e com um intenso cheiro a mar, no Oceanário em Lisboa.
Ao escolher as canções que entrariam em Maré, a cantora percebeu que se estava a impôr uma trilogia que nunca tinha planeado e que começou em 1998 com o álbum Marítimo.
Irmão do meio de três álbuns, Maré apresenta onze temas produzidos por Calcanhotto em parceria com Arto Lindsay.
Neste álbum a cantora não assina por inteiro todas as músicas, contando com colaborações de vários músicos, entre os quais Moreno Veloso e Gilberto Gil, e textos e composições de Arnaldo Antunes, Cid e Augusto Campos ou Dorival Caymmi.
«’Maré’ é uma palavra que tem mais do que uma palavra. É o mar que é», resumiu a cantora à Lusa.
Adriana Calcanhotto apresentará este álbum na sexta-feira, num concerto no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, e regressa em Maio para uma digressão pelo país, que deverá contar com quase uma dezena de actuações, incluindo os coliseus de Lisboa e do Porto, Guimarães e Ponta Delgada.
Ao vivo, Adriana Calcanhotto recuperará o repertório do álbum Marítimo, que inclui os sucessos Vambora, Vamos comer Caetano e a sua versão de Mais feliz, juntando-o, como novos arranjos, a Maré.
Será um alinhamento feito de propósito para o público português e que incluirá, por exemplo, a interpretação de Poética do eremita, um poema de Fiama Hasse Pais Brandão que Adriana Calcanhotto musicou, mas nunca incluiu num álbum.
Entre Marítimo e Maré, Adriana Calcanhotto (nascida em Porto Alegre em 1965) editou ainda Cantada (2002) e Público, disco ao vivo de 2000 e que lhe deu mais projecção em Portugal, onde regressa com frequência para actuar ao vivo”.
É, também, um evento integrado nos concertos Optimus, como pode ver no site abaixo.
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